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Gilson Machado critica possível candidatura própria do PL em Pernambuco: "Não tem como"

De acordo com o ex-ministro de Bolsonaro, a direita precisa de união e está mais fora do que dentro do Partido Liberal.

Redação

22 de junho de 2026 às 13:45   - Atualizado às 13:47

GIlson Machado, Ex-ministro do Turismo de Bolsonaro.

GIlson Machado, Ex-ministro do Turismo de Bolsonaro. Foto: Portal de Prefeitura/Beto Dantas

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos) voltou a defender a união das forças de direita em Pernambuco e criticou a possibilidade de o Partido Liberal (PL) lançar uma candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

Em declarações concedidas ao Jornal do Commercio, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma nova candidatura no campo conservador poderia fragmentar votos e favorecer o projeto político liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Durante a entrevista, o ex-ministro argumentou que uma candidatura sem força eleitoral suficiente poderia prejudicar o desempenho de nomes que já ocupam espaço consolidado no cenário político estadual. Na avaliação dele, lançar um candidato sem competitividade neste momento não contribuiria para os objetivos da direita pernambucana.

Gilson afirmou que, mesmo tendo a possibilidade de apresentar um nome por sua atual legenda, não pretende seguir esse caminho. Segundo ele, uma decisão desse tipo poderia provocar divisão entre eleitores que compartilham posicionamentos semelhantes.

O ex-ministro também destacou que mantém apoio à governadora Raquel Lyra (PSD), com quem está alinhado desde o início da pré-campanha. Para ele, parte significativa dos eleitores identificados com a direita tende a se concentrar em candidaturas alinhadas ao mesmo campo político.

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Ao comentar o cenário eleitoral, Gilson declarou que uma eventual candidatura própria do PL teria impacto direto sobre a disputa estadual. Segundo ele, os votos captados por um novo candidato conservador poderiam sair do mesmo grupo de eleitores que atualmente apoia a governadora.

"Não tem como, num momento desse agora, aos 47 do segundo tempo, lançar um nome olímpico que não alcance dois dígitos. Eu poderia lançar um candidato pelo Podemos, mas não vou, porque vai atrapalhar o palanque", declarou.

Gilson Machado também chamou atenção para a composição atual do campo conservador no Estado. Segundo ele, a direita pernambucana não está concentrada apenas dentro do Partido Liberal e reúne lideranças distribuídas em diferentes partidos.

Na avaliação do ex-ministro, o crescimento do movimento conservador ao longo dos últimos anos ampliou a presença de representantes da direita em diversas legendas. Por isso, ele considera inadequado associar todo o segmento político exclusivamente ao PL.

"Uma coisa é o partido PL, outra coisa é a direita de Pernambuco. A direita de Pernambuco hoje está muito maior fora do PL do que dentro do PL", concluiu.

 

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