A sugestão já havia sido levantada pelo ministro outras vezes, mas ganhou força em meio à revelação da troca de mensagens entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Alexandre de Moraes.
Ministro Gilmar Mendes. Foto: Andressa Anholete/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vete a atuação de delegados da Polícia Federal (PF) em gabinetes de magistrados do Tribunal. Os dois devem se reunir novamente nesta quinta-feira, 3, para tratar do tema.
Segundo interlocutores de Gilmar, o ministro considera que a atuação de delegados como assessores de ministros do STF abre espaço para interferências indevidas e o direcionamento de investigações.
A sugestão já havia sido levantada por Gilmar outras vezes, mas ganhou força em meio à revelação da troca de mensagens entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
O relatório da PF que detalha a relação entre os dois teve seu sigilo removido no início desta semana pelo relator, André Mendonça. Gilmar é aliado de Moraes na Corte
Atualmente, há cinco delegados da PF cedidos ao Supremo. Dois deles atuam no gabinete de Mendonça para reforçar investigações sobre o Banco Master e descontos indevidos dos aposentados do INSS.
Outros dois estão lotados no gabinete de Moraes, e um assessora o ministro Luiz Fux. Em junho, o Ministério da Justiça convocou a maioria dos delegados cedidos a outros órgãos de volta para a PF, mas abriu exceção para o Supremo.
Como mostrou o Estadão/Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente do Supremo tem aproveitado reuniões de rotina com os demais ministros para colher avaliações sobre a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e a situação em que se encontra o Supremo.
Estadão Conteúdo
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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