Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/ STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa dos colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na última segunda-feira, 22 de dezembro, em meio às críticas envolvendo o escândalo do Banco Master.
Segundo o decano da Corte, há “absoluta confiança” na conduta de Moraes, e não houve qualquer irregularidade na relação de Toffoli com advogados ligados ao caso.
Gilmar Mendes afirmou não acreditar que Toffoli e um dos advogados envolvidos tenham tratado de assuntos além de futebol durante uma viagem ao Peru, realizada em um jatinho particular, onde assistiram à final da Copa Libertadores da América.
Para o ministro, o episódio não compromete a atuação do magistrado no inquérito que investiga o empresário Daniel Vorcaro, do qual Toffoli é relator.
De acordo com Gilmar, a prisão de Vorcaro e o impedimento da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) são evidências de que “as instituições estão funcionando”.
O STF passou a ser alvo de críticas após a revelação de relações pessoais entre ministros da Corte e pessoas ligadas ao caso que será analisado pelo tribunal.
No caso de Alexandre de Moraes, as críticas se concentram em um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 129 milhões. Já em relação a Toffoli, o foco está na viagem realizada com um dos advogados de Vorcaro, que levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Os episódios repercutiram no Congresso Nacional, onde parlamentares passaram a cobrar investigações sobre as condutas dos ministros. O caso também reacendeu o debate sobre a criação de um código de conduta para os integrantes do STF, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, mas que ainda não reúne consenso entre os ministros.
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