Deputado Gilberto Nascimento afirma que apresentação da Acadêmicos de Niterói promoveu "deboche criminoso" contra evangélicos e critica uso de recursos públicos.
Deputado Gilberto Nascimento é novo presidente da Bancada Evangélica. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP), acusou o desfile da Acadêmicos de Niterói de promover um ataque à fé cristã durante homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.
A apresentação ocorreu no domingo (15) e incluiu uma ala que representou conservadores dentro de latas de conserva com o rótulo “família”. A encenação provocou reação de parlamentares e lideranças religiosas, que consideraram o trecho ofensivo aos valores cristãos e à chamada família tradicional.
Para Gilberto Nascimento, o desfile ultrapassou os limites da liberdade artística. “O que vimos foi um deboche criminoso, um escárnio contra a fé cristã. Democracia não é humilhar quem pensa diferente”, declarou o parlamentar.
Segundo ele, o fato de o evento contar com recursos públicos agrava a situação. “Não se pode, com dinheiro público, utilizar a cultura para ridicularizar cidadãos que professam uma fé”, afirmou.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também se manifestou, classificando o episódio como “escárnio travestido de cultura”. Em publicação nas redes sociais, ela defendeu que a laicidade do Estado não autoriza zombarias ou ataques à religião.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o desfile atingiu diretamente a instituição familiar, que definiu como “projeto de Deus na Terra”.
O caso reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão e respeito à diversidade religiosa. Especialistas apontam que a Constituição Federal assegura ambos os direitos, o que pode gerar conflitos quando manifestações culturais abordam temas sensíveis ligados à fé.
Gilberto Nascimento afirmou ainda que o governo deveria reconhecer a importância da comunidade evangélica nas ações sociais do país. Na avaliação dele, o episódio pode aprofundar a resistência de eleitores conservadores ao presidente.
O episódio ocorre em meio a um cenário de forte polarização política e evidencia como religião, cultura e política continuam entrelaçadas no debate público brasileiro.
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