O senador reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará "uma capilaridade gigantesca" à candidatura presidencial.
12 de agosto de 2026 às 09:24 - Atualizado às 09:31
Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 11, que trocará o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice de chapa e chamou de farsa as acusações de estupro contra o deputado.
"Essa farsa que foi montada contra o Alfredo foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão. Foi feito isso contra ele, a pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública", declarou a jornalistas, antes de encontro com os candidatos do PL ao Senado, em uma casa em Brasília. Os candidatos, que estavam perto, começaram, então, a gritar o nome de Gaspar, como demonstração de apoio.
Durante a entrevista, Flávio reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará "uma capilaridade gigantesca" à candidatura presidencial.
O candidato ressaltou que haverá uma orientação geral para as campanhas, mas que cada Estado terá liberdade para adaptar o discurso à realidade local. "Cada Estado tem a sua realidade, mas tem uma linha geral", afirmou. Para ele, os candidatos apoiados pelo PL terão acesso direto à Presidência para levar demandas de seus Estados.
Ao falar sobre a estratégia para o Senado, Flávio afirmou que pretende contar com uma base ampla para aprovar mudanças constitucionais e na legislação penal. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal, o endurecimento das penas para crimes violentos e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho e de milícias como organizações terroristas.
O candidato também voltou a atacar o governo Lula pela situação fiscal. Segundo Flávio, o próximo governo herdará um cenário de deterioração das contas públicas e terá de rever despesas nas áreas de saúde e educação. Ele afirmou que pretende trabalhar pela "responsabilidade fiscal".
Estadão Conteúdo
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