Flávio Bolsonaro em ato de campanha (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou, nesta quarta-feira, 28 de outubro, uma carta na qual se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirma que pretende liderar a oposição política diretamente dos Estados Unidos.
No documento, ele questiona o resultado das eleições presidenciais, acusa integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política e agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na carta, Flávio afirma que teria presenciado uma suposta fraude eleitoral durante a apuração do segundo turno, realizado no domingo (25). “Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito presidente da República após o candidato conquistar 64,2 milhões de votos no segundo turno, quase 4,5 milhões a mais que Flávio Bolsonaro.
O resultado foi reconhecido pela Justiça brasileira, por organismos internacionais e pela oposição, incluindo o Partido Liberal (PL), legenda do senador.
A contestação apresentada pelo parlamentar contraria, portanto, o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral.
Um dos principais argumentos apresentados pelo senador diz respeito à decisão que prorrogou o horário de votação em algumas localidades.
Flávio atribui ao ministro Cristiano Zanin, do STF, responsabilidade pelo aumento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno, período em que o presidente ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos.
Essa associação, entretanto, não é sustentada pelos números citados no relato. Embora a votação tenha sido prorrogada até as 19h, o TSE registrou apenas cerca de 34 mil votos após as 17h.
No domingo (25), as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro acionaram o TSE para solicitar a extensão do horário de votação. Na carta, o senador afirma que a decisão teria ultrapassado as competências da Justiça Eleitoral e prejudicado a igualdade entre os eleitores.
“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, escreveu.
Flávio também declarou que, até o momento da publicação, não teria recebido respostas que considerasse satisfatórias sobre o episódio.
A alegação integra a argumentação apresentada por ele para questionar a legitimidade do resultado eleitoral, apesar da proclamação oficial da vitória de Lula.
Na sequência, o senador direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo Flávio, o magistrado teria colocado em prática um plano previamente elaborado de perseguição política, que incluiria um pedido de apreensão de seu passaporte.
O parlamentar também fez acusações contra o Supremo Tribunal Federal e afirmou que a atuação da Corte teria restringido a liberdade política de integrantes da oposição.
Na carta, Flávio Bolsonaro rejeitou a caracterização de sua saída do país como fuga. Ele afirmou que deixou o Brasil para escapar do que classificou como um regime de exceção e para continuar atuando politicamente fora do território nacional.
“Eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, declarou.
O senador também comparou sua situação à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao mencionar restrições que, segundo ele, impediriam o exercício pleno da atividade política. As declarações fazem parte das críticas que dirigiu às instituições brasileiras.
Flávio afirmou ainda que pretende assumir a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos. No documento, dirigiu-se a senadores, deputados e governadores que apoiou politicamente, com menção especial ao senador Rogério Marinho, a quem chamou de seu candidato à Presidência do Senado.
“Por isso, liderarei a oposição daqui”, escreveu, ao sustentar que os integrantes da oposição no Brasil não teriam liberdade suficiente para exercer suas atividades políticas.
Ao final da carta, o parlamentar agradeceu ao presidente argentino Javier Milei pelo que classificou como coragem e compromisso com a justiça e a legalidade. Também agradeceu ao presidente norte-americano Donald Trump por recebê-lo nos Estados Unidos.
A publicação marca o posicionamento de Flávio após sua chegada ao território norte-americano e apresenta as linhas de atuação política que ele afirma pretender seguir no exterior.
As acusações de fraude eleitoral e perseguição política expostas no documento são declarações do próprio senador e não alteram, por si só, o resultado oficial das eleições proclamado pelo TSE.
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Presidente dos Estados Unidos afirmou que não tomou partido a pedido do petista, mas evitou reconhecer explicitamente a vitória do brasileiro.
A decisão foi tomada por maioria pela Segunda Seção do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), após a defesa recorrer de decisões anteriores que haviam negado parte dos pedidos.
A investigação foi aberta após o influenciador descumprir medidas impostas pelo ministro no contexto das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.
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