Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em encontro com lideranças da Assembleia de Deus Ministério do Belém, em São Paulo Foto: Reprodução/Instagram - Assembleia de Deus Ministério Belém
A corrida presidencial de 2026 já movimenta os bastidores do campo conservador. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, iniciou nesta semana uma ofensiva estratégica em São Paulo para consolidar o apoio do eleitorado evangélico. O movimento é visto como uma reação direta ao crescimento de Ronaldo Caiado, que também tem estreitado laços com lideranças religiosas.
O ponto alto da agenda ocorreu durante um encontro de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. No púlpito, Flávio ajoelhou-se para receber uma oração pública do bispo José Wellington Bezerra da Costa, líder da denominação.
A oração conduzida pelo bispo José Wellington teve um tom político explícito. Diante de dezenas de pastores e lideranças, o líder religioso pediu a ascensão do senador ao Palácio do Planalto.
“Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”, declarou o bispo durante o ato.
O encontro contou ainda com a presença do pastor José Wellington Costa Júnior, figura central na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), reforçando o peso institucional da visita para a base eleitoral da família Bolsonaro.
A passagem de Flávio Bolsonaro por São Paulo não se limita a atos públicos. Segundo interlocutores, o parlamentar cumpre uma série de reuniões reservadas com os principais nomes do segmento evangélico no país. A lista de contatos inclui líderes com alto poder de mobilização:
A estratégia busca replicar o modelo de sucesso de campanhas anteriores, focando no corpo a corpo com dirigentes que possuem capilaridade nacional e influência direta sobre milhões de fiéis.
A intensificação da agenda religiosa de Flávio ocorre em um momento de reposicionamento da direita brasileira. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tem ocupado espaços importantes junto ao público cristão, apresentando-se como uma alternativa viável e experiente dentro do espectro conservador.
Pesquisas internas dos partidos indicam que o voto evangélico continuará sendo um dos pilares decisivos para 2026. A disputa entre Bolsonaro e Caiado pelo apoio das cúpulas das igrejas evidencia que a definição de candidaturas e alianças passará, obrigatoriamente, pelo crivo e pela influência das lideranças religiosas.
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