Partido que já elegeu presidente da República, corre risco de perder o últimos governadores da sigla, no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, acentuando crise interna e perda de relevância política.
Histórico PSDB está prestes a deixar de existir Fotos: Divulgação/ PSDB
A Executiva Nacional do PSDB autorizou, por unanimidade, em reunião realizada nesta terça-feira, 29 de abril, o início oficial das discussões sobre o processo de fusão com o Podemos.
A partir de agora, as consultas serão ampliadas e as várias instâncias partidárias serão ouvidas.
Foi definida ainda a convocação de Convenção Nacional para o dia 5 de junho que vai deliberar sobre o tema e sobre eventuais alterações no Estatuto do Partido necessárias à fusão.
PSDB e Podemos continuarão se reunindo nas próximas semanas para construir as convergências necessárias à consolidação da união de estruturas.
De acordo com a CNN, o novo partido deve adotar o número 20, do Podemos, nas urnas eletônicas, aposentando o histórico 45 do PSDB.
Atualmente, o PSDB conta com 13 deputados contra 20 do Podemos, que o deixa com a prerrogativa de escolher a numeração.
O PSDB chegou a ter um presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, mas atualmente conta com apenas dois governadores, Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul e Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, mas ambos estão prestes a seguir o mesmo caminho de Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, que deixou o partido em março deste ano.
A fusão com o Podemos faz parte de uma estratégia mais ampla do PSDB que também prevê a criação de uma federação com o Solidariedade, com o objetivo de formar uma nova força política capaz de rivalizar com os blocos liderados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A aproximação com partidos menores ganhou força após o insucesso de negociações com legendas mais robustas, como MDB, PSD e Republicanos.
Segundo dirigentes tucanos, o foco da aliança é manter a identidade histórica do PSDB e evitar a diluição da legenda em siglas que poderiam enfraquecer sua presença política.
A nova legenda, que será inicialmente chamada de #PSDB+Podemos, terá como presidente a deputada federal Renata Abreu (SP), atual líder do Podemos. O nome definitivo da sigla ainda está em discussão.
O processo é conduzido pelo presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, com apoio de lideranças como o deputado Aécio Neves (MG).
“Estamos construindo um novo caminho para o centro democrático, para quem não se sente representado nem pelo lulismo nem pelo bolsonarismo”, afirmou o parlamentar.
Apesar do entusiasmo da cúpula tucana, a reestruturação tem gerado desconforto entre algumas lideranças regionais.
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Segundo a parlamentar, parte da oposição utiliza a retórica conservadora para proteger políticos corruptos e interesses próprios.
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