Fechamento do ano fiscal nas prefeituras. Foto: Freepik
Com a chegada do fim do ano, as prefeituras de todo o Brasil entram em uma das fases mais sensíveis da gestão pública: o encerramento do exercício financeiro. Esse período concentra uma série de obrigações legais e administrativas que precisam ser cumpridas até o dia 31 de dezembro, sob pena de sanções aos gestores e impactos diretos nas contas do município.
O fim do ano fiscal marca o fechamento do orçamento anual, que é a peça central do planejamento financeiro das prefeituras. É nesse momento que a administração precisa consolidar receitas arrecadadas, despesas empenhadas, pagamentos realizados e valores que ainda ficarão pendentes. Entre os pontos mais importantes estão os chamados restos a pagar, que são despesas já contratadas, mas que não foram quitadas até o encerramento do ano. Esses valores precisam estar devidamente registrados para que possam ser pagos no exercício seguinte.
Outro aspecto relevante é o cumprimento dos limites constitucionais, como os percentuais mínimos de investimento em saúde e educação. Caso esses índices não sejam alcançados, o município pode sofrer penalidades, além de ter dificuldades para receber transferências voluntárias da União e do Estado. Por isso, o último trimestre costuma ser de atenção redobrada por parte das equipes técnicas e dos gestores.
O encerramento do exercício também influencia diretamente a execução de obras e serviços. Contratos precisam estar regularizados, medições concluídas e pagamentos autorizados dentro do prazo legal. Obras que não avançam o suficiente até dezembro geralmente entram no novo ano com necessidade de reprogramação orçamentária.
Para os servidores públicos, o período também traz reflexos importantes, como o pagamento do décimo terceiro salário, férias e possíveis readequações financeiras. Já para a população, o impacto aparece na continuidade dos serviços públicos e na execução de políticas que dependem do equilíbrio das contas municipais.
Especialistas em gestão pública reforçam que planejamento e organização ao longo do ano são fundamentais para evitar problemas no fechamento fiscal. Quando o processo é feito de forma responsável, o município inicia o ano seguinte com maior capacidade de investimento e menos riscos administrativos.
Assim, o fim do ano fiscal não representa apenas um encerramento contábil, mas um momento decisivo que influencia diretamente o funcionamento das prefeituras e a qualidade dos serviços prestados à população nos meses seguintes.
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