Felipe Alecrim defende fim da Zona Azul no Recife. Foto: Divulgação
O vereador Felipe Alecrim (Novo), líder da oposição, anunciou, nesta segunda-feira, 30 de junho, que está preparando um requerimento para extinguir o sistema de Zona Azul no Recife.
A declaração foi feita durante seu discurso na sessão plenária da Câmara Municipal e marcou o posicionamento crítico do parlamentar em relação ao modelo atual de estacionamento rotativo pago na capital pernambucana.
Em sua fala, Felipe Alecrim afirmou que a Zona Azul representa uma política pública ineficiente e injusta com o cidadão recifense.
Segundo o vereador, o sistema apenas gera arrecadação, sem oferecer, em troca, benefícios concretos à mobilidade urbana ou à segurança dos motoristas que estacionam nos locais regulamentados.
“Precisamos encerrar essa política que não agrega nenhum valor. Apenas arrecada recurso do contribuinte, mas não melhora mobilidade e nem dá segurança ao usuário”, declarou o vereador no plenário da Casa de José Mariano.
Para Felipe Alecrim, o modelo atual do Zona Azul gera mais insatisfação do que soluções práticas, sobretudo por não haver, segundo sua análise, contrapartidas adequadas da gestão municipal.
A Zona Azul, operada por meio de parcerias público-privadas e com a cobrança de tarifas por tempo de uso de vagas públicas, abrange áreas de grande movimentação da cidade, como o Centro, bairros da Zona Norte e parte da Zona Sul.
Criada com o objetivo de ordenar o uso do solo urbano e garantir rotatividade nos estacionamentos, a iniciativa enfrenta críticas de usuários que alegam falta de transparência na destinação dos recursos arrecadados.
Durante o discurso, o parlamentar afirmou que seu requerimento será apresentado oficialmente nos próximos dias e que pretende abrir espaço para diálogo com os demais vereadores da Casa. Segundo ele, a proposta busca abrir um debate mais amplo sobre formas mais modernas e eficazes de lidar com o problema da mobilidade urbana e do uso de vagas públicas.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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