Blindado comprado pelo Exército Brasileiro Foto: Divulgação
O Exército brasileiro anunciou um plano para investir mais de R$ 20 bilhões em veículos blindados e de combate a partir de 2025.
A aquisição, que inclui viaturas de transporte e combate avançadas, faz parte de um planejamento estratégico que se estende até 2040.
De acordo com informações do jornalista Marcelo Godoy, do Estadão, o Exército planeja adquirir 420 Viaturas Blindadas Multitarefa Leve Sobre Rodas Guaicurus (VBMT LSR Guaicurus), 96 Viaturas Blindadas de Combate de Cavalaria Média Sobre Rodas 8×8 Centauro II (VBC Cav MSR 8×8 Centauro II) e 1.350 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas 6×6 (VBTP MSR 6×6). Os veículos, todos de fabricação italiana, são produzidos pela Iveco.
Os novos blindados contam com tecnologias de ponta, como canhões de grosso calibre, sistemas de alvejamento avançados e sistemas de proteção, incluindo lançadores de fumígenos e estações de armas controladas remotamente.
O modelo Centauro II, por exemplo, está equipado com um canhão de 120 mm e duas metralhadoras de 7,62 mm, enquanto o Guaicurus possui sistemas laser para rastreamento de alvos.
O projeto também contempla a modernização de 98 Viaturas Blindadas de Reconhecimento Média Sobre Rodas EE-9 Cascavel (VBR MSR EE-9 Cascavel).
As atualizações incluem melhorias na velocidade, instalação de câmbio automático, sistemas de giro e elevação assistidos para o canhão de 90 mm, proteção por fumígenos e câmeras 360° com visão diurna e noturna.
Além disso, o Exército já iniciou a compra de Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC) e Viaturas Blindadas de Combate de Fuzileiros (VBC Fuz), destinadas às tropas de fuzileiros. Embora o número total de unidades não tenha sido divulgado, o custo estimado desses veículos é de cerca de R$ 5 bilhões.
O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou, em setembro de 2024, que as leis brasileiras não impedem que as Forças Armadas comprem material de empresas sediadas em países que estejam em guerra e que não há tratados internacionais de que o Brasil seja signatário que criem empecilhos a esse respeito.
A decisão respondeu a um questionamento do Ministério da Defesa e foi tomada por unanimidade.
Em abril, o grupo israelense Elbit Systems venceu uma licitação para o fornecimento de 36 veículos blindados destinados à artilharia do Exército. Agora, o governo precisa resolver pendências internas antes de fechar negócios. Uma delas é o posicionamento contrário à aquisição por parte de Celso Amorim, assessor-chefe de Assuntos Internacionais da Presidência da República.
Críticos da compra argumentam que é inconsistente o governo brasileiro adquirir equipamentos militares de Israel, cujas ações na Faixa de Gaza são criticadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alegam que a compra dos obuseiros, por quase R$ 1 bilhão, poderia financiar os ataques israelenses aos palestinos. Pelo critério técnico e de menor preço, a companhia de Israel venceu a licitação contra empresas de França, China e Eslováquia.
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