Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida em blitz da PM no Distrito Federal. Foto: Reprodução / Instagram
O Exército informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 6, que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após o magistrado determinar que o arsenal fosse encaminhado à PF no prazo de 48 horas.
Em ofício assinado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, a corporação afirmou que duas das armas listadas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company.
Após a manifestação do Exército, a defesa de Bolsonaro se pronunciou sobre o paradeiro dos dois equipamentos.
Segundo os advogados, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz em posse de militar que atua na segurança de Bolsonaro e se encontra acautelada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Já a espingarda, afirmam, foi dada de presente a Bolsonaro, mas nunca chegou a ser retirada e permanece sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS).
A defesa sugere que o STF oficie a empresa para confirmar a custódia da espingarda e providenciar sua entrega às autoridades Veja a lista de armas que Moraes determinou que fossem entregues à PF:
A entrega do arsenal foi determinada após o ministro autorizar a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, mas revogar seu porte de arma e o certificado de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Em parecer sobre a apreensão da arma do ex-chefe do Executivo em posse de um segurança no dia 16 de junho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que o episódio não configurava falta grave.
O Ministério Público Federal sustentou, no entanto, que a posse de arma é incompatível com a situação jurídica do ex-presidente. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses, condenado pelo STF por liderar tentativa de golpe de Estado.
Estadão Conteúdo
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No documento, que foi endereçado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, os advogados afirmam que Vorcaro está sofrendo um "processo de linchamento público".
O pedido apresentado pelos advogados incluía uma relação nominal das pessoas que poderiam entrar e permanecer no imóvel.
Foram acrescentados critérios que definem a vinculação desses canais a campanhas eleitorais, além de atribuir o dever de zelar pela legalidade dos conteúdos e das informações difundidas.
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