Governadora Raquel Lyra. Foto: Bruno Vila Nova
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), usou a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe), nesta quinta-feira, 7 de agosto, no Centro de Convenções de Olinda, para responder de forma indireta às críticas e pressões que tem recebido na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
No discurso, a gestora estadual abordou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar supostos gastos do Governo com publicidade e disse que não teme as ações da oposição.
Sem citar nomes, Raquel Lyra afirmou que enfrenta “desafios injustos” e deixou claro que não se sente intimidada.
“Temos bons desafios lá na frente, desafios que não são justos, que estão colocados lá, querendo fazer com que me imponham medo, e eu não tenho medo de mudança. Nada do que se coloca à nossa frente nos faz ter menos força para seguir em frente”, declarou.
A governadora também fez referência à resistência que, segundo ela, parte de quem duvida da capacidade de liderança feminina.
“Aqueles que duvidam da capacidade de uma mulher e que querem impor medo, digam que estou aqui de pé e estou firme. Não estou sozinha. Porque tem uma gente massa aqui, que sabe que o Governo de Pernambuco está chegando na vida delas”, disse.
Raquel aproveitou o discurso para defender as ações de sua gestão. Segundo ela, o Governo tem realizado iniciativas que não vinham sendo feitas em gestões anteriores. Também afirmou que seu trabalho não está voltado para disputas eleitorais futuras.
“Nunca disputei uma eleição pensando em outra”, finalizou.
Durante a sessão plenária realizada na terça-feira (5) a deputada estadual Débora Almeida (PSDB) fez um pronunciamento firme contra a instalação da CPI proposta pela deputada Dani Portela (PSOL), solicitando ao presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, que reconsidere a decisão.
Em sua fala, a parlamentar argumentou que o requerimento que deu origem à CPI não atende ao que determina o artigo 150 do Regimento Interno da Alepe, que exige a existência de um fato determinado para a criação da comissão.
“Não existe fato determinado. O próprio regimento define que é preciso haver um acontecimento de relevante interesse público, devidamente caracterizado no requerimento. O que temos aqui é um apanhado genérico de acusações, sem provas concretas”, afirmou.
Segundo a deputada, o documento apresentado por Dani Portela mistura denúncias diversas, sem conexão clara e sem a apresentação de documentação comprobatória. Ela citou como exemplo a acusação de suposto aumento de gastos com publicidade na atual gestão estadual.
“Em 2023, o Governo do Estado gastou R$ 90 milhões com comunicação institucional nos 184 municípios pernambucanos. Já a Prefeitura do Recife, no mesmo ano, gastou R$ 93 milhões apenas na capital. Fica evidente que os dados foram apresentados de forma distorcida”, destacou.
Débora Almeida encerrou seu discurso pedindo responsabilidade por parte dos parlamentares no uso de instrumentos como a CPI.
“Não podemos transformar uma ferramenta tão séria em palco de narrativas sem conexão com a realidade. É nosso dever respeitar a Constituição, o regimento da Casa, a verdade e o interesse público”, concluiu.
A deputada reafirmou sua confiança na legalidade e na transparência da gestão estadual, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSDB), e reforçou a importância de zelar pelo bom uso dos instrumentos legislativos.
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