Escritório da esposa de Alexandre de Moraes tinha contrato com Banco Master. Foto: Divulgação
Um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), previa pagamentos que somam R$ 129 milhões ao longo de 3 anos. As informações vieram a público por meio de apuração da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
O valor seria quitado em parcelas mensais a partir do início de 2024, o que representaria cerca de R$ 3,6 milhões por mês ao escritório de advocacia.
Segundo a reportagem do O Globo, o acordo entre o banco e o escritório não se restringia à atuação em um processo específico. O contrato previa a prestação de serviços jurídicos de forma ampla, para diferentes demandas, conforme a necessidade do Banco Master.
O escritório Barci de Moraes Advogados pertence a Viviane Barci de Moraes e mantém vínculos familiares diretos com o ministro do STF. Além da esposa de Alexandre de Moraes, dois dos três filhos do magistrado também trabalham na firma.
Segundo a apuração do jornal O Globo, uma cópia digitalizada do contrato foi localizada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em meados do mês passado. Durante a ação, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos, entre eles o arquivo do acordo firmado com o escritório de advocacia ligado à família do ministro.
A existência do contrato veio à tona a partir desse material apreendido. Até o momento, a reportagem informa que nem Alexandre de Moraes nem o escritório Barci de Moraes Advogados se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo do contrato ou sobre os valores previstos. O jornal afirmou que procurou as partes para comentar as informações e que o texto será atualizado caso haja posicionamento.
O Banco Master também não apresentou explicações públicas detalhadas sobre os critérios adotados para a contratação do escritório nem sobre a justificativa para o valor estipulado no acordo. O contrato, segundo o que foi divulgado, previa vigência de 36 meses e começaria a produzir efeitos financeiros no início de 2024, com pagamentos mensais fixos.
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