Lula e Eletronuclear Foto: Divulgação/ Agência Brasil
A Eletronuclear, empresa responsável pela operação das usinas nucleares de Angra 1, Angra 2 e Angra 3, solicitou ao governo federal um aporte emergencial de R$ 1,4 bilhão para manter suas atividades e evitar um colapso financeiro iminente. A situação crítica da companhia é fruto de uma combinação de fatores, incluindo a privatização parcial da Eletrobras, a falta de fontes definidas para manutenção das usinas e a necessidade de garantir a extensão da vida útil de Angra 1.
O pedido foi formalizado em um ofício enviado ao Ministério de Minas e Energia, pela ENBPar, a holding criada pelo governo para manter o controle das operações nucleares estratégicas. No documento, a Eletronuclear alerta para o “risco de colapso operacional e financeiro” já a partir de novembro de 2025, caso os recursos não sejam liberados.
Em outubro de 2025, a fatia privada da Eletronuclear, correspondente a 68% do capital total da empresa, foi vendida para a Âmbar Energia, braço da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, por R$ 535 milhões. Apesar disso, a União mantém o controle da empresa através da ENBPar, garantindo que as operações nucleares permaneçam sob supervisão estatal, uma exigência estratégica para a segurança energética do país.
A crise de caixa da Eletronuclear se intensifica devido à necessidade de financiamento para o programa de extensão da vida útil (LTO) de Angra 1 e para a manutenção de Angra 3. Sem esses recursos, a companhia corre risco de inadimplência com bancos como BNDES, Caixa Econômica Federal e Santander, além de multas e juros que podem comprometer ainda mais sua saúde financeira.
A Eletronuclear também enfrenta dívidas de curto prazo com o Banco ABC e o BTG, no valor aproximado de R$ 570 milhões, com vencimento previsto para dezembro de 2025. Inicialmente, a empresa planejava cobrir essas despesas com a emissão de R$ 2,4 bilhões em debêntures, mas a operação ainda não foi concluída.
O governo, por sua vez, mantém uma posição cautelosa. A Secretaria do Tesouro e a equipe econômica têm resistido a aportes diretos, defendendo que qualquer socorro financeiro seja acompanhado de um plano detalhado de sustentabilidade e reequilíbrio financeiro.
A situação da Eletronuclear reflete os desafios do setor energético brasileiro em um período de privatizações e reestruturações. Garantir a continuidade das operações nucleares é essencial não apenas para a segurança energética, mas também para evitar impactos diretos na população e na economia. A decisão sobre o aporte emergencial solicitado será determinante para definir o futuro imediato da empresa e das usinas nucleares no Brasil.
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