O governador disse que houve a interceptação de conversas da facção com mensagens diretas, o que teria resultado na apreensão de um documento com essas instruções.
Tarcísio de Freitas e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), revelou neste domingo, 27 de outubro, a interceptação de um suposto “salve” do Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria orientado o voto no candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos (assista vídeo abaixo).
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva no Colégio Miguel de Cervantes, no Morumbi, onde o governador foi acompanhado pelo prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), também apoiado por Tarcísio.
Ao comentar sobre as supostas interferências do crime organizado nas eleições municipais, Tarcísio afirmou que os serviços de inteligência detectaram “orientações” de voto da facção criminosa em favor de Boulos em algumas áreas de São Paulo.
O governador afirmou que houve a interceptação de conversas da facção com mensagens diretas, o que teria resultado na apreensão de um documento com essas instruções.
Tarcísio aproveitou o momento para traçar um paralelo com Santos, onde também foi identificada uma movimentação semelhante. Segundo o governador, na cidade litorânea, o PCC teria divulgado instruções para que não se votasse na candidata Rosana Valle, do PL.
Neste domingo, 27 de outubro, Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, registrou seu voto no CEU Campo Limpo, localizado na zona sul da capital (assista vídeo abaixo).
Entre os apoiadores presentes estavam Marta Suplicy (PT), candidata a vice-prefeita na chapa, além dos ministros Alexandre Padilha, Marina Silva e Sônia Guajajara. Também estiveram ao lado de Boulos a presidente do PSOL, Paula Coradi, sua esposa, Natália Szermeta, e uma das filhas do candidato.
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Os porcentuais estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos
A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
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