Segundo o partido, a ação do candidato a prefeito de São Paulo foi por legítima defesa.
24 de setembro de 2024 às 13:55 - Atualizado às 14:14
Datena agrediu Pablo Marçal durante debate. Foto: Reprodução/Tv Cultura
O PSDB comunicou a seus filiados na segunda-feira, 23 de setembro, que recusou, por unanimidade, o pedido de expulsão do apresentador de TV José Luiz Datena, candidato à Prefeitura de São Paulo, do partido. Após o episódio da cadeirada em Pablo Marçal (PRTB) durante o debate da TV Cultura, em 15 de setembro, 41 filiados solicitaram ao partido a expulsão do jornalista.
Segundo os signatários do documento, a agressão configurava uma infração às normas da sigla. "Somente com uma ação firme e clara contra esse tipo de comportamento poderemos preservar o legado de responsabilidade social, bom senso e equilíbrio que o PSDB sempre defendeu", diz um trecho da petição.
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A recusa do pedido pela Executiva municipal da legenda é de quinta-feira, 19, e foi oficializada nesta segunda. Segundo Guilherme Ruiz Neto, advogado do PSDB paulista, "se firmou o entendimento de que Datena agiu em legítima defesa para repelir a injusta agressão perpetrada por Pablo Marçal".
Durante o programa da TV Cultura, o candidato do PRTB provocou Datena com insinuações de que o tucano cometeu abuso sexual. O processo ao qual o empresário e influenciador se referia está extinto na Justiça, não havendo condenação pelo caso. Nesta segunda-feira, durante sabatina realizada pelo SP1, da TV Globo, o candidato do PSDB disse que não se arrepende de ter dado uma cadeirada no adversário, mas prometeu não repetir o ato de violência contra o ex-coach.
Apesar do respaldo de dirigentes tucanos, o apoio a Datena não é unânime entre filiados da sigla. A decisão de ter ou não um candidato próprio ou de apoiar a candidatura à reeleição do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), dividiu o partido ao longo do primeiro semestre e levou a uma debandada de todos os vereadores do partido na Câmara Municipal de São Paulo.
Desde o anúncio da pré-candidatura de Datena, em junho, a insatisfação desta ala do partido se intensificou. O grupo resistente em ter o apresentador como candidato a prefeito era liderado por Fernando Alfredo, ex-presidente municipal do PSDB.
Em uma tentativa de obstruir a indicação do comunicador, Alfredo chegou a se lançar como pré-candidato à Prefeitura. O movimento não foi bem sucedido e o ex-presidente do diretório paulistano foi expulso da sigla.
Estadão Conteúdo
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No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto.
O ex-coach foi condenado à inelegibilidade em fevereiro de 2025 por vender apoio político na campanha de 2024, quando disputou cargo de prefeito de São Paulo.
Levantamento registrado no TSE mostra vantagem sobre Elmano de Freitas e indica liderança também em eventual segundo turno.
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