Eduardo Moura e João Campos. Foto: Divulgação
O vereador Eduardo Moura (Novo) usou a tribuna da Câmara do Recife nesta segunda-feira, 2 de junho, para criticar a gestão do prefeito João Campos (PSB) e alertar sobre a dimensão que as denúncias envolvendo contratos públicos da Prefeitura do Recife têm tomado. (Veja vídeo abaixo)
Segundo o parlamentar, os escândalos investigados pela oposição já ultrapassam os limites da cidade e ganharam visibilidade em nível nacional.
Durante o discurso, Eduardo Moura afirmou que “as coisas” que a oposição vem denunciando sobre a atual administração estão, pouco a pouco, alcançando o debate público fora de Pernambuco.
“É assim que a gente vai conseguir se libertar dessa gestão corrupta que existe no Recife”, declarou o vereador.
As críticas se referem a investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).
Os órgãos apuram suspeitas de irregularidades em contratos celebrados pela gestão João Campos com empresas de engenharia, contratadas para executar serviços em escolas e unidades de saúde da capital.
Entre os principais pontos apurados estão a ausência de processos licitatórios próprios, subcontratações consideradas irregulares, pagamentos duplicados e a falta de critérios claros para os reajustes dos valores dos contratos.
As suspeitas lançam dúvidas sobre a legalidade e a transparência das contratações realizadas pela Prefeitura do Recife.
Três empresas aparecem no centro das investigações: Sinarco, Max Construções e Alca Engenharia. A Sinarco, por exemplo, tem sede em João Pinheiro, no interior de Minas Gerais, e não possui unidade em Pernambuco.
A empresa mineira já havia sido penalizada pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais, que a proibiu de firmar contratos com o poder público no estado por um ano, após atrasos na entrega de obras e falhas na documentação trabalhista.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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