Eduardo Moura e João Campos. Foto: Divulgação
O vereador Eduardo Moura (Novo) fez duras críticas ao prefeito João Campos (PSB) durante a sessão plenária desta segunda-feira, 30 de junho, na Câmara Municipal do Recife.
O parlamentar acusou o gestor municipal de desrespeitar o Poder Legislativo ao autorizar pagamentos a empresas investigadas, contrariando uma decisão unânime da Casa de José Mariano.
No centro da denúncia, estão três empresas que prestam serviços à Prefeitura do Recife: Sinarco, Max Construções e Alca Engenharia. Segundo Moura, essas companhias são alvo de questionamentos e suspeitas de irregularidades, motivo pelo qual ele apresentou, no dia 10 de junho, três requerimentos solicitando a suspensão preventiva de pagamentos a elas.
A Câmara Municipal aprovou os pedidos por unanimidade, 34 vereadores votaram favoravelmente às suspensões, numa ação que, segundo Eduardo Moura, visava resguardar os cofres públicos enquanto as investigações estivessem em curso.
Apesar da decisão legislativa, a Prefeitura do Recife autorizou, seis dias depois, o pagamento de R$ 205.434,84 a uma das empresas citadas. De acordo com informações divulgadas pelo próprio vereador, o repasse ocorreu no dia 16 de junho, em afronta direta ao posicionamento do plenário.
“Estamos numa cidade em que o fedelho prefeito debocha da Câmara de Vereadores. Esse prefeito não respeita nenhum dos vereadores. Essa Casa está sendo desrespeitada pelo prefeito João Campos ”, afirmou.
Eduardo Moura argumentou que o papel da Câmara é fiscalizar os contratos da prefeitura e agir sempre que houver indícios de irregularidades. Para o parlamentar, a postura do Executivo revela desprezo pelas prerrogativas do Parlamento municipal.
Até o momento, a Prefeitura do Recife não respondeu às críticas do parlamentar. A base aliada do prefeito também não se manifestou durante a sessão em que Eduardo Moura fez as acusações.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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