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Eduardo Leite sinaliza interesse em candidatura presidencial para 2026

Em conversa com a Folha de S.Paulo, governador do RS admite disposição para disputa ao Planalto, mas condiciona decisão a diálogo partidário

Beto Dantas

27 de abril de 2025 às 09:48   - Atualizado às 11:18

Eduardo Leite governador do RS.

Eduardo Leite governador do RS. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, manteve em suspenso sua permanência no PSDB. O motivo é a expectativa sobre uma possível fusão do partido com o Podemos, cuja decisão deve ser finalizada até o fim deste mês. "Se optar por mudar, será para liderar um projeto nacional", afirmou, destacando que sua candidatura presidencial em 2026 dependerá das "condições políticas do momento".

PSDB em crise e fuga de lideranças
A declaração ocorre em um contexto delicado para o partido. Após a saída da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, para o PSD, o PSDB ficou com apenas dois governadores: Leite e Eduardo Riedel (MS). O movimento de Lyra, que fortaleceu o PSD, reflete a crise de identidade do PSDB – outrora protagonista nacional, hoje reduzido a 11 deputados federais.

Fusão com Podemos: última cartada?
Leite admitiu que aguarda a conclusão das negociações entre PSDB e Podemos para definir seu futuro político. A fusão, vista como tentativa de sobrevivência, ainda enfrenta resistências internas. "Jamais vou colocar meu desejo acima de um projeto de país", disse, sugerindo que a migração partidária, se ocorrer, terá motivação estratégica.

Raquel Lyra e o efeito dominó
A saída de Raquel Lyra em julho de 2024 aprofundou a fragilidade tucana. Com a adesão dela ao PSD, sigla que já conta com sete governadores, o PSDB perdeu uma das poucas lideranças com projeção em um estado relevante como Pernambuco. Especialistas apontam que o vácuo de poder interno pode acelerar a debandada de filiados históricos.

Leite como esperança Tucana
Enquanto o partido se encolhe, Leite surge como uma das últimas âncoras do PSDB. Sua gestão no RS, marcada por reformas administrativas e aproximação com o setor privado, alimenta a imagem de "nome técnico" na centro-direita. No entanto, a eventual candidatura presidencial dependerá não apenas de sua popularidade, mas da capacidade de reerguer o partido – ou de encontrar nova base política.

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Caminho nacional ou separação?
O governador gaúcho deixou claro que, mesmo fora do PSDB, priorizará uma agenda de união. "O objetivo é construir pontes, não fragmentar", afirmou. Paralelamente, aliados sinalizam que, sem uma fusão viável, Leite poderá migrar para o PSD ou mesmo o União Brasil – partidos com maior capilaridade nacional.

O Risco do isolamento eleitoral
Analistas alertam: o PSDB, que já elegeu FHC e Serra, corre o risco de virar coadjuvante em 2026 se não se reinventar. Enquanto o PSD cresce com governadores como Raquel Lyra e Romeu Zema (MG), e o União Brasil atrai nomes de peso, os tucanos precisam decidir se aceitam ser incorporados ou se mantêm a sigla à custa de irrelevância.

 à Folha de S.Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, admitiu pela primeira vez de forma direta sua disposição para uma candidatura à Presidência da República em 2026. Durante a conversa, ele destacou, entretanto, que a decisão final dependerá de consensos dentro do PSDB e da análise do cenário político nacional.

PSDB busca caminho para reerguimento
Leite enfatizou que, embora pessoalmente aberto ao pleito, a candidatura exige união partidária. "Não se trata apenas de uma escolha individual, mas de um projeto coletivo", afirmou. Paralelamente, mencionou que fatores como as eleições municipais de 2024 e a reorganização de alianças serão determinantes para sua definição.

Cenário nacional e competição interna
Analistas ressaltam que, apesar do reconhecimento nacional por sua gestão técnica, o governador enfrenta desafios. Enquanto o PSDB tenta se reposicionar após derrotas, nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Simone Tebet (MDB) surgem como possíveis concorrentes na centro-direita. Além disso, a necessidade de atrair eleitores além do eixo Sul-Sudeste exigirá uma estratégia robusta.

Foco no RS como base de apoio
Mesmo com as especulações, Leite reiterou prioridade ao mandato no Rio Grande do Sul. "Meu compromisso imediato é com os gaúchos", disse. Simultaneamente, aliados ampliam sua exposição nacional, participando de debates sobre temas como infraestrutura e segurança pública – pautas que podem fortalecer sua imagem como gestor eficiente.

Movimentos silenciosos nos bastidores
Enquanto a declaração à Folha alimenta discussões, o PSDB trabalha para evitar fragmentação na centro-direita. Nesse contexto, a eventual candidatura de Leite representa não apenas uma tentativa de renovação partidária, mas também um teste de capacidade para reconquistar espaços perdidos. Especialistas, contudo, lembram: o caminho até as urnas será longo e demandará habilidade para equilibrar pragmatismo e discurso ideológico.

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