Desmatamento na Amazônia Legal cresce e já atinge área maior que Palmas em 2025 Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 15% nos dez primeiros meses do calendário atual — de agosto de 2024 a maio de 2025 — em comparação com o mesmo período do ciclo anterior. Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 2.825 km² de floresta foram destruídos, o que representa uma área superior à da cidade de Palmas, capital do Tocantins.
A devastação da Amazônia Legal voltou a crescer mesmo em meses considerados chuvosos, o que tradicionalmente reduz a atividade ilegal. Em maio de 2025, por exemplo, houve uma leve queda de 6% no desmatamento em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando 295 km² de perda vegetal. Apesar da redução pontual, o ritmo da destruição segue acelerado, com quase mil campos de futebol desmatados por dia nesse período.
Os estados do Amazonas, Mato Grosso e Pará lideram os registros de desmatamento, concentrando 86% de toda a devastação em maio. O município de Apuí (AM) aparece no topo do ranking dos que mais derrubaram floresta no mês, seguido por Colniza (MT) e Lábrea (AM). O desmatamento da Amazônia Legal nesses locais tem ameaçado não apenas a biodiversidade, mas também territórios indígenas e unidades de conservação.
Outro dado alarmante é o crescimento da degradação ambiental, que atinge áreas afetadas por queimadas e exploração madeireira. Em maio, a degradação atingiu 679 km², número 113 vezes maior que no mesmo mês de 2024. No acumulado do calendário, o crescimento da degradação foi de 302%, atingindo a marca recorde de 34.717 km² — o maior volume desde o início do monitoramento pelo Imazon em 2008.
O Pará foi o estado que mais contribuiu para esse tipo de degradação em maio, com 56% do total, seguido por Rondônia, Maranhão e Mato Grosso. Municípios como Centro Novo do Maranhão (MA), Prainha (PA) e Paragominas (PA) aparecem entre os mais degradadores.
Especialistas alertam que o aumento da devastação na Amazônia Legal compromete os esforços para conter as mudanças climáticas. “É fundamental que os governos federal e estaduais fortaleçam as ações de fiscalização e proteção, especialmente em áreas protegidas e territórios indígenas”, afirma a pesquisadora Larissa Amorim, do Imazon.
O cenário acende um alerta global sobre a urgência de políticas públicas mais efetivas para frear a perda da maior floresta tropical do planeta. A Amazônia Legal, que representa cerca de 60% do território brasileiro, segue sob intensa pressão e sua preservação é essencial para o equilíbrio climático e a proteção de comunidades tradicionais.
Fonte da Notícia: Instituto Imazon.org
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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