Em postagem nas redes sociais, o presidente estadual do PT e deputado federal Carlos Veras anunciou que o chefe do Executivo participaria da festa.
Lula, Raquel Lyra e João Campos. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
A possível desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de participar do Carnaval de Pernambuco tem sido interpretada, nos bastidores políticos, como uma estratégia de neutralidade diante do cenário local.
A avaliação é de que Lula evita qualquer gesto que possa ser lido como apoio explícito a um dos principais grupos políticos do estado, especialmente em meio à relação institucional com a governadora Raquel Lyra (PSD) e à proximidade histórica do PT com aliados ligados ao prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A presença de Lula no Galo da Madrugada havia sido confirmada publicamente no fim de janeiro. Em postagem nas redes sociais, o presidente estadual do PT e deputado federal Carlos Veras anunciou que o chefe do Executivo participaria do Carnaval pernambucano e estaria no maior bloco de rua do mundo, que desfila pelo Centro do Recife no dia 14 de fevereiro.
Na publicação, o parlamentar afirmou que a programação oficial com o presidente seria divulgada posteriormente.
“O presidente Lula confirma presença no Carnaval de Pernambuco. A festa vai ficar ainda mais animada com a participação do folião mais querido do Brasil”, escreveu Carlos Veras, sem detalhar compromissos ou agendas políticas associadas à visita.
Apesar do anúncio, a eventual ausência de Lula passou a ser discutida nos últimos dias, e é tratada como uma decisão alinhada à busca por equilíbrio político no estado.
A leitura predominante é de que o presidente não deseja escolher lados em um ambiente marcado por disputas locais e por diferentes expectativas de apoio para o futuro.
Ao mesmo tempo, interlocutores avaliam que a governadora Raquel Lyra também prefere manter uma relação institucional sem gestos que possam ser interpretados como alinhamentos antecipados.
O Carnaval de Pernambuco, além de seu caráter cultural, tem forte simbolismo político, especialmente o Galo da Madrugada, que reúne lideranças nacionais, estaduais e municipais e concentra grande visibilidade.
A participação ou não de figuras públicas nesse contexto costuma ser observada com atenção por aliados e adversários.
Em 2026, o Galo da Madrugada prestará homenagem a Dom Helder Câmara, religioso conhecido como o “Dom da Paz”, referência da Teologia da Libertação e figura historicamente ligada às lutas sociais em Pernambuco.
Dom Helder foi indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz e manteve forte relação com o Recife e com manifestações populares, incluindo o Carnaval, que via como expressão de fé, esperança e identidade coletiva.
A estética do Galo também reforçará esse simbolismo. O traje do personagem trará elementos que dialogam com o Sertão e o litoral pernambucano, com referências ao cangaço, ao sol e à estrela, além do uso de biojoias feitas com conchas marinhas e resíduos de redes de pesca, em alusão à preservação ambiental e aos impactos do descarte irregular de lixo nos mares e manguezais.
Nesse contexto, a eventual ausência do presidente no Carnaval pernambucano é vista menos como um recuo e mais como um movimento calculado para preservar a neutralidade política em um cenário local complexo, sem comprometer relações institucionais nem reforçar disputas antecipadas.
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