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Deputado Coronel Feitosa: "Ou viramos uma nova Coreia do Norte ou construímos um novo Brasil"

A declaração foi feita após Hugo Motta suspender atividades das comissões da Câmara, incluindo uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Everthon Santos

22 de julho de 2025 às 12:37   - Atualizado às 12:38

Deputado Coronel Feitosa e ex presidente Jair Bolsonaro.

Deputado Coronel Feitosa e ex presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL-PE) reagiu com indignação à decisão do presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), de impedir a realização de sessões nas comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 22 de julho.

As reuniões estavam marcadas pelas comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores para homenagear o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tinha presença confirmada até o início da semana.

"Ou a gente caminha para uma Coreia do Norte ou a gente constrói um novo Brasil", disse Feitosa em vídeo publicado nas redes sociais.

A fala foi feita em tom de alerta, ao comentar o ato publicado por Hugo Motta que suspendeu atividades das comissões entre os dias 22 de julho e 1º de agosto.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Entenda

Motta ligou para os presidentes das comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores para pedir o cancelamento das sessões nesta terça-feira, 22.

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No contato com Paulo Bilynskyj (PL-SP), que comanda o colegiado de Segurança Pública, e com Filipe Barros (PL-PR), de Defesa Nacional, Motta pediu que eles adotassem esse procedimento em vez dele para evitar desgaste próprio. A negociação foi passada ao líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ).

No fim do diálogo, a solução acabou passando pela decisão de o próprio Motta proibir que a sessão começasse.

Oposicionistas dizem que as sessões já estavam certas para ocorrer na sexta-feira, 17, e até chegaram a conversar com Motta sobre isso. Agora, queixam-se que ele quer encerrar os trabalhos de última hora.

"Estamos querendo exercer nosso papel parlamentar", diz o líder da oposição, Zucco (PL-RS).

Em tese, a Câmara não está oficialmente em recesso. Para isso, seria necessário que o Congresso votasse a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) - o que não ocorreu, algo que vem acontecendo com frequência nos últimos anos.

Mesmo assim, os presidentes da Câmara e do Senado adotam um "recesso branco", em que a pauta de todo o Legislativo federal é desocupada no mesmo período que deveria ser do recesso: duas semanas. É em razão do recesso branco que as comissões podem funcionar normalmente neste período.

Deputados bolsonaristas vieram a Brasília nesta semana mesmo após o início do recesso parlamentar - ocorrido na última sexta-feira, 17, para discutir com o ex-presidente reações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas restritivas ao ex-presidente.

A estratégia inicial consistia em pedir a retomada da atividade legislativa na Câmara e no Senado Federal. O pleito acabou frustrado após Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, decidirem por manter o recesso de duas semanas.

Como alternativa, foi pensada essa sessão emergencial nas duas comissões e a formação de comissões para discutir estratégias de comunicação e organizar manifestações.

Após o recesso, no Senado, o plano é colocar em pauta o impeachment de Moraes; na Câmara, o objetivo é aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado e a anistia aos presos do 8 de Janeiro.

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