Deputado convoca ex-ministro de Bolsonaro na CPMI do INSS após assumir cargo ligado ao Banco Master Clauber Cleber Caetano/PR
A movimentação política em Brasília ganhou novo capítulo após o deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, solicitar a convocação do ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro (PL), Ronaldo Vieira Bento, para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.
O parlamentar apontou que Ronaldo Vieira Bento assumiu um cargo de direção em uma empresa ligada ao Banco Master, instituição financeira de Daniel Vocaro, e pediu que ele compareça à comissão para explicar a relação com essa entidade privada e com os contratos feitos no período em que conduziu políticas sociais no governo passado.
Rogério Correia fundamentou o pedido lembrando que Bento teve papel direto na condução do Auxílio Brasil enquanto esteve à frente do Ministério da Cidadania. Ele destacou que uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que 93% dos contratos de empréstimo consignado relacionados ao programa ocorreram no mês de outubro de 2022, período final da campanha eleitoral presidencial.
O deputado reforçou que o relatório da CGU também identificou cerca de R$ 8 milhões em descontos indevidos aplicados sobre benefícios sociais, atingindo mais de 56 mil famílias que recebiam o auxílio. Ele afirmou no requerimento que o ex-ministro precisa explicar esse contexto diante dos registros oficiais.
O pedido de convocação vem em clima de pressão política dentro da comissão e reflete a preocupação do grupo com a transparência sobre o uso de um programa social de amplo alcance. Os integrantes da CPMI do INSS querem compreender se houve favorecimento ou eventual direcionamento de operações financeiras envolvendo consignados, especialmente pela eventual ligação entre o ex-ministro e o Banco Master após sua saída do governo.
A atuação de autoridades públicas em empresas privadas após deixarem seus cargos sempre provoca debates sobre possíveis conflitos de interesse, e o caso de Bento agora entra nesse radar de investigação institucional.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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