Parlamentar defendeu requerimento usando livro “Mein Kampf” como justificativa.
07 de março de 2023 às 21:38
O deputado estadual bolsonarista João Henrique Catan (PL-MS), exibiu nesta terça-feira (7), durante uma Sessão Plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o livro "Mein Kampf", escrito pelo líder nazista, Adolf Hitler, que expressa seus ideais. No livro, Hitler defende suas ideias de extrema-direita, antissemitismo, racismo, anticomunismo e nacionalismo.
“É com a apresentação do Mein Kampf, de Hitler, que peço para que este Parlamento se fortaleça, se reconstrua e se reorganize nos rumos do que foi o Parlamento Europeu da Alemanha”, disse o parlamentar.
A apologia do nazismo usando símbolos nazistas, distribuindo emblemas ou fazendo propaganda desse regime é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão.
Logo após a fala de Catan, seu colega de Casa, Pedro Kemp (PT), foi à tribuna e considerou que o deputado "pegou pesado" ao comparar a votação de um requerimento que estava sendo apreciado no momento no plenário com o nazismo, e afirmou que ser contra o pedido do bolsonarista não o "tornava" nazista.
“Eu penso que o deputado pegou pesado aqui quando trouxe o exemplar do Mein Kampf (...), jogou pesado, e eu vim aqui porque eu vou votar contra esse requerimento e não quero ser taxado de nazista”, afirmou.Crime no Brasil
A apologia do nazismo se enquadra na Lei 7.716/1989, segundo a qual é crime:
Essa lei é respaldada pela própria Constituição, que classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível. Isso significa que o racismo pode ser julgado e sentenciado a qualquer momento, não importando quanto tempo já se passou desde a conduta.
Inicialmente, não havia menção ao nazismo na legislação, que era destinada principalmente ao combate do racismo sofrido pela população negra.
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A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
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