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Alvo de operação da PF, deputado Antônio Doido atira celulares pela janela para evitar apreensão

A Polícia Federal incluiu o parlamentar como um dos investigados da Operação Igapó, que apura a atuação de uma organização criminosa com foco no desvio de recursos públicos.

Cami Cardoso

16 de dezembro de 2025 às 11:41   - Atualizado às 12:12

Alvo de operação da PF, deputado Antônio Doido atira celulares pela janela para evitar apreensão

Alvo de operação da PF, deputado Antônio Doido atira celulares pela janela para evitar apreensão Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Reprodução

Agentes da Polícia Federal encontraram o celular do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) na área externa do prédio onde ele mora em Brasília durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira, 16 de dezembro.

A ação integra a Operação Igapó, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e privados. Segundo fontes ouvidas pela investigação, o aparelho teria sido jogado pela janela em uma tentativa de evitar a apreensão do material.

A equipe da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento funcional do parlamentar. O endereço fica em um dos prédios destinados a deputados federais na capital federal. Os agentes realizaram buscas no interior do imóvel e também no entorno do prédio, onde localizaram o celular atribuído ao deputado.

A Polícia Federal incluiu Antônio Doido como um dos investigados da Operação Igapó, que apura a atuação de uma organização criminosa com foco no desvio de recursos públicos.

De acordo com a corporação, o grupo teria usado fraudes em processos de licitação para direcionar contratos e acessar verbas públicas de forma irregular. Após o desvio, os envolvidos teriam utilizado os valores para o pagamento de vantagens indevidas e para ocultar patrimônio.

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A investigação aponta que o esquema envolve diferentes níveis de atuação, com participação tanto de agentes públicos quanto de pessoas ligadas ao setor privado. A Polícia Federal afirma que o grupo teria operado de forma estruturada, com divisão de tarefas e estratégias para dificultar o rastreamento do dinheiro desviado.

Entre os crimes investigados estão corrupção eleitoral, corrupção ativa, corrupção passiva, crimes relacionados a licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Esses delitos fazem parte do conjunto de suspeitas analisadas pelos investigadores a partir de documentos, movimentações financeiras e outros elementos reunidos ao longo da apuração. 

Operação Igapó

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16/12), a Operação Igapó, com o objetivo de apurar a prática de crimes de corrupção exercidos por uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados.

Os investigados teriam o objetivo de desviar verbas públicas por meio de fraudes em processos de licitação, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

Policiais federais cumprem 31 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no estado do Pará e no Distrito Federal.

Estão sendo apurados os delitos de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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