Deputada Dani Portela diz ter sido agredida por policial. Foto: Divulgação
A deputada estadual Dani Portela (PT) afirmou que sofreu agressão durante uma confusão registrada no encerramento do São João do Recife, realizado na noite da última segunda-feira, 29 de junho, no Pátio de São Pedro, no bairro de São José, área central da capital pernambucana. Segundo a parlamentar, ela tentou defender uma mulher que havia sido agredida quando policiais militares chegaram ao local para controlar a situação. Após a repercussão do caso, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que vai instaurar um procedimento preliminar para apurar a conduta dos agentes envolvidos.
O episódio aconteceu durante a programação de encerramento dos festejos juninos promovidos pela Prefeitura do Recife. Imagens gravadas por pessoas que estavam no local mostram parte da confusão e também a deputada conversando com policiais militares após o tumulto.
De acordo com Dani Portela, a situação começou quando ela presenciou um homem agredindo uma mulher. A parlamentar afirmou que decidiu intervir para prestar apoio à vítima. Nesse momento, segundo seu relato, policiais militares chegaram para conter a ocorrência. Ainda conforme a deputada, durante a abordagem um dos policiais desferiu um tapa em seu peito e, em seguida, a empurrou.
Após o ocorrido, Dani Portela utilizou as redes sociais e também falou sobre o caso em entrevista. Em sua manifestação pública, ela relacionou o episódio à violência de gênero e ao racismo institucional.
"Não preciso de carteirada para ser respeitada pela segurança pública. O que vimos foi o privilégio da branquitude e o racismo institucional em sua forma mais explícita: violenta quem defende e protege quem agride. O que aconteceu no Pátio de São Pedro, no Recife, reflete a realidade diária que as pessoas negras do nosso país passam. Não vamos nos calar diante do abuso de autoridade e da violência de gênero e de raça", declarou a parlamentar.
Segundo Dani Portela, a mulher que inicialmente sofreu agressão é a ativista Lilian Araújo, coordenadora nacional do Levante Popular da Juventude. Conforme o relato apresentado pela deputada, Lilian tentou separar uma briga envolvendo um homem e outra mulher, mas acabou recebendo um soco no rosto durante a confusão.
Em nota oficial, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que, até o momento da manifestação, não havia localizado registro formal relacionado ao episódio. Mesmo assim, a pasta determinou a abertura de um procedimento preliminar para esclarecer os fatos.
Segundo a SDS, essa apuração inicial permitirá reunir informações e coletar elementos necessários para verificar se houve alguma irregularidade na atuação dos servidores envolvidos na ocorrência. Caso sejam identificados indícios de infração administrativa, outras medidas poderão ser adotadas conforme os procedimentos internos da Corregedoria.
A secretaria também destacou que mantém a Ouvidoria funcionando de forma permanente para receber denúncias, reclamações e manifestações da população. O órgão informou que o atendimento ocorre durante 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
As denúncias podem ser apresentadas presencialmente na sede da Corregedoria, localizada na Avenida Conde da Boa Vista, nº 428, no bairro da Boa Vista, no Recife. A SDS também disponibiliza atendimento pelo telefone e WhatsApp, por meio do número (81) 3184-2714, além do endereço eletrônico denuncia@corregedoria.sds.pr.gov.br para o recebimento de relatos.
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