Presidente Lula durante encontro com pastores. Foto: Ricardo Stuckert
Em sua mais recente sondagem, o instituto Datafolha revelou que, entre os evangélicos, 52% avaliam o governo Lula como “ruim” ou “péssimo” — um dado que confirma o grande grau de insatisfação dentro desse segmento. Mesmo com uma elevação na aprovação no meio evangélico, a rejeição permanece majoritária, apontando um cenário político complexo e repleto de desafios.
A pesquisa, divulgada em setembro de 2025, mostrou que o índice de aprovação entre os evangélicos saltou de 18% para 27% em comparação ao levantamento de julho. No entanto, mesmo com esse avanço, mais da metade desse grupo rejeita a gestão atual. Essa dicotomia aprovação crescente, mas rejeição ainda dominante ilustra o dilema que Lula enfrenta ao lidar com parte expressiva do eleitorado cristão.
O índice de 52% de rejeição entre evangélicos coloca o grupo entre aqueles com as maiores taxas de avaliação negativa da administração. Outros recortes também apontam para elevação da desaprovação entre grupos específicos:
No panorama geral, o Datafolha identificou que 33% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 38% o veem como ruim ou péssimo. Outros 28% classificam como “regular”.
A manutenção de uma rejeição superior a 50% no público evangélico pode ser explicada por diversos fatores:
O segmento evangélico representa uma fatia significativa do eleitorado nacional. Se, por um lado, o governo comemora o crescimento na aprovação entre os evangélicos, por outro, a alta rejeição (52%) indica que há terreno a recuperar — especialmente considerando disputas eleitorais futuras.
Além disso, mesmo que a aprovação suba gradualmente, manter 52% de avaliação negativa sugere que a reconquista da confiança desse público será lenta e exigirá constância. Lula e sua equipe deverão investir em políticas concretas e discurso afinado para reduzir a rejeição no universo evangélico.
A pesquisa deixa claro que a rejeição entre evangélicos continua sendo um dos maiores obstáculos políticos para Lula, apesar do avanço modesto na aprovação. Com 52% classificando a gestão como ruim ou péssima, o presidente precisa intensificar seu foco nesse público, transformando declarações simbólicas em resultados palpáveis.
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As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.
Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
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