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Crise Ambiental: queimadas no BRASIL crescem 108% com mais de 180 mil focos de incêndio em 2024

Nos primeiros sete meses deste ano, mais de 5 milhões e 700 mil hectares foram queimados, representando um crescimento de 92% em relação ao ano anterior.

Portal de Prefeitura

21 de setembro de 2024 às 12:51   - Atualizado às 14:22

Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Até 13 de setembro de 2024, o Brasil contabilizou 180.137 focos de incêndio, representando 50,6% do total de incêndios na América do Sul. Esse número marca um aumento de 108% em comparação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 86.256 focos. O crescimento alarmante nos incêndios destaca a gravidade da situação ambiental no país e suas repercussões na biodiversidade e no clima regional.

Nos primeiros sete meses deste ano, mais de 5 milhões e 700 mil hectares foram queimados, representando um crescimento de 92% em relação ao ano anterior.

Os estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas e Tocantins estão liderando o aumento dos focos de queimadas. Em Mato Grosso, o aumento é especialmente significativo, chegando a 646%, com o número de focos saltando de 1.400 em 2023 para quase 10.700 em 2024. O Pará também registrou um crescimento notável, passando de 1.200 focos no ano passado para 6.200 este ano, um aumento de 415%.

O país enfrenta uma das piores secas de sua história, o que tem exacerbado os incêndios em diversas regiões. No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, as chamas consumiram cerca de 10 mil hectares de cerrado. Nesta segunda-feira, equipes de combate ao incêndio, com 45 brigadistas e dois aviões, estão trabalhando 24 horas por dia em duas frentes para controlar as chamas.

Até o momento, não há informações sobre a origem dos incêndios, conforme indicado pelo ICMBio. Goiás ocupa a 11ª posição no país em número de focos de queimada, com mais de 4.100 ocorrências. A Polícia Civil também investiga incêndios criminosos em dois municípios, resultando na prisão de três pessoas pela Polícia Militar no último sábado por atear fogo em áreas de mata nas cidades de Caldas Novas, Mineiros e Itumbiara.

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Gleisi Hoffmann responsabiliza Bolsonaro pelas queimadas 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, atribuiu a culpa pelas queimadas no País ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira, 19 de setembro, a dirigente partidária citou cortes do governo anterior em verbas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ela também mencionou a frase dita pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles sobre "passar a boiada" com flexibilização das leis ambientais.

As declarações de Gleisi ocorrem no momento em que o governo Lula é criticado pela oposição por causa dos incêndios.

"Bolsonaro é o maior responsável pela explosão das queimadas, do desmatamento e pelo desmonte das nossas leis e defesas contra desastres climáticos", afirmou, em vídeo publicado no Instagram.

A petista ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira, 17, um conjunto de ações para combater as queimadas no País e reuniu-se com representantes dos outros dois Poderes para tratar do assunto.

"Ele (Bolsonaro) cortou mais da metade das verbas do Ibama e ICMBio e se vangloriava de não ter feito concurso para novos servidores", emendou Gleisi. A presidente do PT também fez um paralelo com a atuação da gestão Bolsonaro na pandemia de covid-19 e disse que o País, naquele momento, tinha um "negacionista" no comando do Palácio do Planalto.

A dirigente da legenda de Lula afirmou que Bolsonaro incentivava o garimpo ilegal e a invasão de terras indígenas. "E quando o ministro da destruição do meio ambiente falou em passar a boiada na legislação ambiental, enquanto as atenções estavam na covid, lembram?", destacou Gleisi, em referência a declarações de Salles durante uma reunião ministerial em 22 de abril de 2020. O vídeo da reunião foi tornado público, na época, pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, como parte de uma investigação sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

Gleisi lembrou do episódio conhecido como "Dia do Fogo", que ocorreu em 2019, quando produtores rurais da Região Norte fizeram uma ação conjunta para incendiar áreas da Amazônia. A presidente do PT disse que é preciso investigar quem pratica "terrorismo ambiental" e sugeriu relação entre incêndios criminosos e ataques antidemocráticos no País.

"Não dá pra ignorar que o cartaz convocando a manifestação antidemocrática de 7 de setembro dizia exatamente isso: vai pegar fogo. Aquilo foi uma premonição ou um chamado? Afinal, quem comandou a invasão dos três poderes, quem tentou dar um golpe na democracia, é capaz de qualquer coisa para impor sua política", declarou.

Na terça-feira, Lula se reuniu no Planalto, para tratar das queimadas, com os presidentes do STF, Luís Roberto Barroso, do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os ministros Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática), Rui Costa (Casa Civil), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Nísia Trindade (Saúde), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).

Em discurso na reunião, Lula admitiu que o Brasil "não estava 100% preparado" para combater as queimadas.

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