Lula e Haddad. Foto: Ricardo Stuckert
O setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, encerrou 2024 com um déficit nominal de R$ 998 bilhões. Esse montante representa o maior valor anual já registrado desde o início da série histórica, em 2002.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 31 de janeiro, pelo Banco Central, no relatório “Estatísticas Fiscais”.
Apesar do saldo negativo expressivo, houve uma leve recuperação nos últimos meses. Em julho de 2024, o déficit nominal acumulado em 12 meses atingiu R$ 1,128 trilhão, o maior da história até então.
Ainda assim, os números reforçam o desafio das contas públicas, já que o déficit continua próximo da marca de R$ 1 trilhão.
O déficit nominal considera tanto o saldo entre receitas e despesas quanto os gastos com juros da dívida pública. O governo argumenta que esse resultado é influenciado principalmente pelo pagamento de juros, que atingiu R$ 950,4 bilhões no ano passado. Esse valor também é recorde dentro da série histórica.
A elevação das despesas com juros reflete o aperto monetário promovido pelo Banco Central para conter a inflação. A expectativa é que a taxa Selic suba para 14,25% ao ano na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
O objetivo da medida é frear a alta dos preços, mas o impacto sobre a dívida pública gera preocupações no governo.
Ao excluir os gastos com juros, o déficit primário do setor público consolidado ficou em R$ 47,6 bilhões em 2024. O resultado representa uma melhora significativa em relação ao ano anterior, quando o saldo negativo chegou a R$ 249,1 bilhões.
Apesar disso, a arrecadação federal, por sua vez, alcançou R$ 2,71 trilhões em 2024, um crescimento real de 9,62% em relação a 2023. Parte desse avanço se deve a receitas extraordinárias, que ajudaram a conter um déficit ainda maior.
No entanto, esses recursos não estarão disponíveis em 2025, o que pode dificultar o equilíbrio das contas públicas nos próximos meses.
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