Pablo Marçal. Foto: Reprodução
O empresário Pablo Marçal, que disputou as eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PRTB, planeja mudar de partido e ingressar no União Brasil no próximo ano. Apesar das especulações, Marçal declarou que ainda não tomou uma decisão definitiva. "Não fechei nada ainda", afirmou, destacando que também considera permanecer no PRTB, apesar das limitações do partido, como a falta de tempo de rádio e TV e o baixo fundo partidário.
Marçal tem demonstrado insatisfação com a atual gestão do PRTB, especialmente com o presidente do partido, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche. O empresário acredita que sua campanha foi prejudicada por acusações que ligam Avalanche ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Um áudio divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra Avalanche, em uma conversa com Thiago Brunelo, filho de um dos fundadores do PRTB, supostamente afirmando ter contatos com o PCC e se gabando de ter ajudado na soltura de André do Rap, um dos líderes da facção criminosa.
Outro ponto, é seu indiciamento pela Polícia Federal (PF), ocorrido em 9 de novembro, devido à divulgação de um laudo médico falso contra o deputado Guilherme Boulos (PSOL). O documento, apresentado dois dias antes do primeiro turno das eleições, buscava associar Boulos ao uso de drogas. Caso seja condenado, Marçal pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficar inelegível.
Caso permaneça elegível, a possível filiação ao União Brasil pode fortalecer as pretensões políticas de Pablo Marçal. O partido é uma das maiores legendas do país, com 59 deputados federais, 7 senadores e a terceira maior fatia do fundo eleitoral.
Entretanto, a entrada de Marçal enfrenta resistência interna, principalmente por sua intenção de disputar a Presidência da República em 2026. A direção nacional do União Brasil, liderada por Antonio Rueda e ACM Neto, já sinalizou que a prioridade da legenda é apoiar a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao Palácio do Planalto.
Apesar das conversas em andamento, o União Brasil exige que Marçal esteja disposto a se alinhar aos projetos do partido, independentemente de concorrer à Presidência. A avaliação é que ele precisa atuar como um "soldado do partido", aceitando outras possibilidades eleitorais, caso necessário.
Nem Pablo Marçal nem Ronaldo Caiado confirmaram oficialmente qualquer decisão sobre a filiação ao União Brasil. A definição deve ocorrer em 2025, quando os projetos políticos para 2026 forem mais concretos.
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A declaração foi publicada após o parlamentar compartilhar que há divergências internas na Polícia Federal na prisão do filho do presidente Lula.
O documento também afirma que o ministro do STF cometeu outros crimes, entre eles tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro
Levantamento divulgado pelo Blog Manoel Medeiros aponta crescimento de 158% nos gastos com publicidade na gestão de João Campos.
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