Pastor Cleiton Collins. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura.
A decisão da Prefeitura do Recife de não autorizar a realização do evento cristão Ekballo Movement no Marco Zero motivou críticas públicas do deputado estadual e pastor Cleiton Collins.
Em declaração ao Portal de Prefeitura, o pastor afirmou não compreender a negativa ao encontro, que reúne jovens cristãos para momentos de oração e louvor.
“Realmente não deu pra entender como a prefeitura deu uma negativa de um evento, de um encontro de jovens pra louvar. O Ekballo é um movimento grandioso que está acontecendo no Brasil, e Pernambuco jamais podia ficar de fora”, afirmou o pastor.
Segundo ele, a organização pretendia realizar o encontro no Marco Zero para atividades religiosas, mas não obteve autorização municipal. Diante do veto, o evento foi transferido para o Cais do Sertão, após articulação com o Governo de Pernambuco. Cleiton Collins destacou a atuação do Executivo estadual para garantir a realização do encontro.
“Graças a Deus foi pro Cais. O governo do estado abriu um espaço que não era da prefeitura e salvou o evento. Primeiro Deus, segundo o governo do estado, que valorizou”, declarou.
O pastor também ressaltou que o movimento foi organizado e contou com apoio dos órgãos de segurança.
“Foi tudo muito organizado. A polícia esteve lá, o Corpo de Bombeiros também, e agradecemos esse apoio”, disse. Para ele, encontros religiosos como o Ekballo Movement devem ter espaço assegurado pelo poder público.
Cleiton Collins relatou que buscou diálogo direto com representantes do governo estadual após a negativa da Prefeitura.
“Fui correndo à Casa Civil, falei com o secretário, com o secretário de Turismo, porque o local pertence à pasta, e com a governadora”, afirmou.
Segundo o pastor, a governadora Raquel Lyra autorizou prontamente o uso do espaço. “Ela disse: o pessoal tem que louvar a Deus”, relatou. Ao final, o deputado destacou a importância de garantir o direito de manifestação religiosa.
“Essa é uma visão de abrir o estado para todas as religiões, não importa se é espírita, católica ou evangélica. Cada um tem que ter o seu direito, o seu espaço”, concluiu.
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