Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais na manhã de 25 de dezembro, feriado de Natal. Nesta quarta-feira, 24 de dezembro, ele dá início aos preparativos médicos para o procedimento, que deve durar cerca de quatro horas e será realizado após o período de jejum indicado pelos profissionais de saúde.
As hérnias inguinais ocorrem quando parte do intestino ou outro tecido interno atravessa um ponto enfraquecido na musculatura abdominal, formando um inchaço que pode causar dor. No caso de Bolsonaro, o abaulamento foi identificado na região da virilha.
Durante a cirurgia, os tecidos projetados para fora da parede abdominal serão reposicionados, e uma tela de material sintético será instalada para reforçar a musculatura e prevenir a recorrência das hérnias. O procedimento requer anestesia geral e pode ser realizado por videolaparoscopia ou por corte convencional, de acordo com a avaliação da equipe médica.
Fontes próximas ao ex-presidente garantem que a operação ocorrerá de forma planejada, com monitoramento constante, seguida de um período de recuperação hospitalar antes do retorno às atividades cotidianas.
Embora considerada de rotina, a escolha da manhã de Natal para a cirurgia aumenta a atenção sobre o estado de saúde de Bolsonaro, mobilizando tanto a equipe médica quanto a cobertura da imprensa.
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça-feira, que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja internado e passe por uma cirurgia de hérnia inguinal ainda nesta semana. A decisão determina que Bolsonaro seja internado já nesta quarta-feira, 24 de dezembro, e realize o procedimento cirúrgico na quinta-feira (25), feriado de Natal.
O procedimento será realizado para tratar um quadro de hérnia inguinal bilateral e crises de soluço. A equipe médica responsável pela cirurgia classificou a intervenção como eletiva, ou seja, sem caráter de urgência, mas necessária para evitar o agravamento do estado de saúde do paciente.
Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.
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