Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Ciro Gomes critica polarização política e sobretaxa dos EUA sobre exportações brasileiras

Ex-ministro afirma que medida norte-americana pode causar prejuízo econômico e acusa governo de omissão diante da crise.

Redação Portal de Prefeitura

18 de julho de 2025 às 18:53   - Atualizado às 19:00

Ciro Gomes

Ciro Gomes Foto: CNN/Print/TV

Nesta sexta-feira (18), o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes publicou um vídeo em suas redes sociais no qual faz duras críticas à polarização política no Brasil e à resposta do governo federal à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 50% sobre algumas exportações brasileiras. Para Ciro, a medida é "descabida" e representa uma “violência econômica” contra o país, com potencial de gerar impactos significativos no emprego e no crescimento.

O político cearense classificou a situação como “perigosíssima” e criticou tanto o governo federal quanto a oposição, que, segundo ele, estariam usando o episódio para ganhos políticos, em detrimento dos interesses nacionais. “Querem polarizar? Sigam destruindo o nosso país”, disse.

Impactos econômicos

Ciro alertou para os possíveis prejuízos que a sobretaxa pode causar em setores estratégicos da economia brasileira, especialmente os voltados para exportação. Segundo ele, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos, o que representa aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre os setores que podem ser mais afetados, ele cita a fruticultura do Nordeste, a indústria calçadista, a siderurgia nacional, a piscicultura, a produção de mel no Piauí e até a aviação, citando a Embraer. Juntos, esses segmentos, segundo ele, concentram milhões de empregos diretos e indiretos que estariam sob risco.

Críticas à condução do governo

Durante o vídeo, Ciro também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de estar minimizando a gravidade do cenário e até de "comemorar" os efeitos políticos da medida, aproveitando-se do desgaste da oposição. Ele ainda citou a frase do escritor britânico Samuel Johnson — “o patriotismo é o último refúgio do canalha” — para criticar o que chamou de manipulação do sentimento patriótico por parte de lideranças políticas.

Veja Também

O ex-candidato à presidência também comentou dados econômicos recentes, como a queda de 0,74% na atividade econômica brasileira no mês de maio, apontando isso como sinal de estagnação. Ele relacionou a situação ao que considera uma política de juros elevados e aumento da corrupção no atual governo.

Soberania e dependência externa

Ciro encerrou seu discurso chamando atenção para a dependência brasileira em áreas estratégicas, como o uso de tecnologia GPS e a importação de insumos farmacêuticos. Ele também ironizou a contratação da empresa Starlink, de Elon Musk, para fornecer serviços à Marinha do Brasil, citando o recente embate entre o bilionário e a primeira-dama Janja Lula da Silva nas redes sociais.

A publicação gerou repercussão nas redes sociais, sendo compartilhada por apoiadores e críticos de Ciro. Até o momento, o governo federal não comentou as declarações.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:03, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter