Lula e Ciro Gomes Foto Montagem/Portal de Prefeitura/ Marcelo Camargo/Agência Brasil
O discurso de Ciro Gomes contra a política econômica do governo Lula no final de semana pós-Natal gerou bastante repercussão nas redes sociais e nas discussões políticas. Em um vídeo viralizado, o ex-ministro aponta de forma veemente o que considera serem os erros estruturais e as falhas na gestão da economia, especialmente em relação à alta do dólar e à fuga de capitais. Para Ciro, o país está atravessando um momento de grande vulnerabilidade econômica, agravado pela escassez de dólares e pela deterioração das contas externas.
O tom de sua crítica não se limita ao governo federal, mas se estende à grande mídia, especialmente à Globo, que ele acusa de estar envolvida em interesses cruzados com bancos e fundos de investimento. Esse ponto é uma tentativa de deslegitimar as narrativas que a mídia tem construído sobre os motivos da crise cambial, afirmando que a explicação é mais simples do que se tenta apresentar: uma escassez de dólares, o que resulta na alta da moeda americana.
A menção ao déficit nas contas externas e à fuga de capitais — que, segundo Ciro, atingiu seu maior patamar desde 1982 — serve como um alerta para o descontrole fiscal e financeiro. Ele destaca a saída de US$ 56 bilhões entre janeiro e outubro de 2024 como um reflexo da falta de confiança no Brasil, em parte devido a escândalos como o das Lojas Americanas. Para Ciro, essa perda de confiança está diretamente relacionada à impunidade em fraudes de grande escala e à inação do governo em lidar com a corrupção e a má gestão.
Além disso, Ciro questiona a validade do conceito de superávit primário no contexto atual, considerando-o uma falácia diante de uma realidade econômica em que a dívida pública cresce a passos largos e não há recursos suficientes sequer para cobrir os juros dessa dívida. Ele critica o "nacional consumismo demagógico" que, segundo ele, caracteriza a política econômica de Lula, e que favorece o consumo imediato em detrimento de uma produção sustentável e responsável.
Por fim, a preocupação central de Ciro é o crescimento da dívida pública, que ele vê como um caminho perigoso e potencialmente catastrófico, principalmente para as camadas mais pobres da população, que seriam as mais afetadas por um eventual colapso econômico. Ciro sugere que o Brasil está em um "emergente colapso fiscal" e pergunta se o governo de Lula será capaz de lidar com esses desafios ou se o país terá que esperar uma mudança de gestão para enfrentar as consequências dessa política econômica.
Essa análise de Ciro, enquanto uma crítica contundente à gestão petista, também é um chamado à reflexão sobre os rumos da economia brasileira e um alerta sobre as possíveis consequências de uma política fiscal considerada irresponsável.
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