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Ciro Gomes contraria índices de empregabilidade do governo Lula: "39% estão na informalidade"

Em sua fala, Ciro Gomes direcionou críticas à forma como o Governo Federal tem apresentado os indicadores de emprego.

Gabriel Alves

30 de agosto de 2025 às 12:03   - Atualizado às 12:03

Ciro Gomes e Lula ao lado de ministro do Trabalho.

Ciro Gomes e Lula ao lado de ministro do Trabalho. Fotos: Reprodução e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Integração Nacional do Brasil e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Ciro Gomes, participou na última segunda-feira, 25 de agosto, de um encontro em Fortaleza voltado a debates sobre economia, indústria e empreendedorismo. (veja vídeo abaixo)

O evento reuniu representantes do Judiciário, da política, da inovação e do setor produtivo, com o objetivo de discutir soluções concretas para o desenvolvimento do país. 

Em sua fala, o pedetista direcionou críticas à forma como o Governo Federal tem apresentado os indicadores de emprego. Segundo ele, os números não refletem a realidade enfrentada por grande parte da população.

“No Brasil, nós temos hoje o governo Lula propagandeando que estamos a pleno emprego, com o IBGE dizendo que o desemprego desceu de 6%. Mas eu posso provar que 39% dos brasileiros não têm carteira assinada”, declarou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ele argumentou que trabalhadores em situação de informalidade acabam sendo contabilizados como empregados nos levantamentos oficiais.

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“Um cidadão que está arrastando uma carrocinha para catar papel no meio da rua, na conta do IBGE está empregado. Quem está no Bolsa Família está empregado. São 39,4% da população brasileira que estão na mais aberta informalidade”, afirmou.

Ciro destacou ainda os impactos dessa realidade sobre o sistema de seguridade social. Para ele, a ausência de vínculos formais de trabalho compromete o modelo de financiamento por repartição, já que quase metade da população não contribui para a Previdência.

Ciro articula saída do PDT

Na noite do dia 19 de agosto, o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, se reuniu na casa do presidente da federação entre União Brasil e PP, Antonio Rueda, em Brasília para um jantar com mais 12 governadores, além de presidentes de seis partidos e parlamentares de diferentes legendas.

Segundo informações do site Poder360, Ciro está de saída do PDT e deve se filiar ao União Brasil. Há especulações de que ele poderia disputar a Presidência da República em 2026 ou até compor como vice em uma chapa de centro-direita. No entanto, o plano principal é sua candidatura ao governo do Ceará, cargo que já ocupou entre 1991 e 1994.

Na ocasião marcaram presença os governadores Antonio Denarium (PP-RR), Cláudio Castro (PL-RJ), Eduardo Riedel (PP-MS), Gladson Cameli (PP-AC), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rocha (União Brasil-RO), Mauro Mendes (União Brasil-MT), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Wilson Lima (União Brasil-AM).

Também participaram os vices Lucas Ribeiro (Paraíba) e Celina Leão (PP-DF), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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