Ciro Gomes reunido com lideranças na Alece. Foto: Reprodução
Visando retornar ao poder no Ceará, o ex-governador do estado e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem se alinhado, cada vez mais, com o bolsonarismo - na tentativa de pavimentar o seu caminho e ter condições políticas para a disputa.
Na semana passada, Ciro participou de uma agenda na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) ao lado de parlamentares do PL e do União Brasil.
Na ocasião, o ex-governador declarou que "aceitaria ir para o sacrifício" de disputar novamente o governo estadual. Esse "sacrifício" foi interpretado nos bastidores como um sinal de reposicionamento político e aproximação com o bolsonarismo e, consequentemente, a direita brasileira.
Mesmo tendo colocado a possibilidade de disputar novamente o Governo do Ceará, durante coletiva Ciro Gomes manifestou que também pode apoiar a pré-candidatura de Roberto Cláudio ao governo estadual. Além disso, ele também anunciou seu apoio ao pré-candidato ao Senado do deputado Alcides Fernandes (PL), aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confira ao vídeo:
Saída do PDT
Segundo O Globo, um grupo liderado por Ciro prepara uma saída coletiva do PDT, o que aprofundaria ainda mais o esvaziamento da legenda no Ceará. A movimentação acontece um ano após a ruptura do ex-ministro com o seu irmão, o senador Cid Gomes.
O jornal aponta que a primeira movimentação será a filiação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, ao União Brasil - que deve acontecer até junho. A desfiliação abre caminho para que outras lideranças vinculadas ao grupo também deixem o PDT no segundo semestre, incluindo o próprio Ciro Gomes.
Segundo O Cafezinho, já existem partidos de olho no passe de Ciro. São eles o União Progressista e o PSDB. No caso do partido tucano, a articulação conta com apoio do ex-senador Tasso Jereissati, que busca atrair Gomes para fortalecer o projeto de fusão com o Podemos.
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A Justiça também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos suspeitos, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.
Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos).
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
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