Tarcísio de Freitas e Ciro Gomes. Fotos: Reprodução/Republicanos e Reprodução/Agência Brasil.
Nos bastidores da política, lideranças do centrão intensificaram conversas sobre uma possível chapa presidencial para 2026 que incluiria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato à presidência, e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), como vice.
O movimento ganhou força nos últimos dias, diante do desgaste enfrentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família, especialmente após os desdobramentos recentes da operação que resultaram no indiciamento de Bolsonaro e de seu filho, Eduardo Bolsonaro.
Segundo o site Conexão Política, os dirigentes de partidos como União Brasil e PP vêm sondando Ciro Gomes para um possível reposicionamento político. As negociações envolvem um apoio à candidatura de Ciro ao governo do Ceará em 2026, cargo que ele já ocupou nos anos 90, com posterior migração para o União Brasil.
A ideia seria pavimentar o caminho para compor uma chapa nacional com Tarcísio, ampliando o alcance do governador paulista em regiões onde ainda encontra resistência, especialmente no Nordeste.
Governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro, Tarcísio tem ganhado destaque por sua gestão considerada técnica e de perfil moderado. Apesar de ainda ter forte ligação com o campo bolsonarista, ele tenta construir uma imagem própria e viável eleitoralmente em um cenário polarizado. Integrantes do centrão enxergam em Tarcísio uma liderança com potencial para unir diferentes alas da direita e do centro político, caso consiga se desvincular de desgastes acumulados pelo ex-presidente.
A aliança com Ciro Gomes, embora improvável em outras circunstâncias, aparece como uma possibilidade pragmática. Ciro, que disputou as últimas quatro eleições presidenciais sem sucesso, encontra dificuldades para manter sua relevância nacional, mas conserva forte presença política no Ceará. A presença de seu nome como vice poderia funcionar como uma ponte para conquistar eleitores do Nordeste, região historicamente resistente a candidaturas apoiadas pelo bolsonarismo.
Apesar da movimentação nos bastidores, nem todos no centrão veem a parceria entre Tarcísio e Ciro como o melhor caminho. Uma ala do PP defende que o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e aliado de Bolsonaro, seja o nome ideal para a vice. Essa proposta manteria a estrutura do campo conservador e preservaria a ligação direta com o ex-presidente, ainda influente junto à base mais fiel do eleitorado de direita.
Além disso, há resistência dentro do próprio grupo bolsonarista. Muitos aliados próximos ao ex-presidente ainda defendem a presença de um membro da família Bolsonaro na chapa de 2026. No entanto, as investigações em curso no Supremo Tribunal Federal e o indiciamento recente por coação no curso do processo colocam em xeque a viabilidade jurídica e política dessa alternativa.
A tensão aumentou nesta quarta-feira, 20 de agosto, após a Polícia Federal indiciar Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A investigação apura tentativas de influenciar ministros do STF e envolveria suposta articulação para obter favorecimento judicial por meio de pressão política, inclusive no exterior. Essa ofensiva da PF, somada ao desgaste público causado por outros episódios, como a crise gerada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, contribui para o afastamento de parte da base aliada.
Mesmo entre apoiadores históricos, o clima de incerteza aumenta. Com dúvidas sobre a elegibilidade de Bolsonaro, lideranças do centrão avaliam novos nomes que possam garantir competitividade eleitoral. Tarcísio aparece como principal alternativa e tenta consolidar seu nome com alianças que ampliem seu espectro político.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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