Lula e Bolsonaro em debate nas Eleições 2022 Foto: Reprodução/ TV Bandeirantes
A Polícia Federal preparou uma cela especial temporária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso a Justiça determine sua prisão em regime fechado.
A estrutura, montada na Superintendência da PF no Distrito Federal, em Brasília, segue um modelo já conhecido, já que é semelhante à cela usada pelo presidnete Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve preso em Curitiba, entre 2018 e 2019.
Apesar de ser chamada internamente por policiais de “cela de Bolsonaro”, o espaço não tem grades, mas sim uma sala adaptada para custódia individual de autoridades com prerrogativas especiais.
A estrutura inclui cama, mesa de trabalho, cadeira, televisão e banheiro privativo, os mesmos itens que compunham o ambiente onde Lula ficou detido por 580 dias, no auge da Operação Lava Jato.
O local fica no térreo da sede da PF, em uma área conhecida como Setor Policial de Brasília. A preparação da cela cumpre exigência legal que garante a ex-presidentes da República o direito a tratamento diferenciado em caso de prisão.
A medida é semelhante ao que foi adotado também com Fernando Collor de Mello, que chegou a ficar detido em uma sala adaptada à sua condição de ex-chefe de Estado, em Alagoas.
Atualmente, Bolsonaro cumpre recolhimento domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, mas a PF se antecipou à possibilidade de uma prisão preventiva ou eventual condenação em regime fechado, diante do avanço de investigações como da tentativa de golpe revelada por militares e ex-auxiliares.
Em 5 de abril de 2018, após a rejeição de um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sergio Moro decretou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.
Moro determinou que Lula se apresentasse à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia seguinte, 6 de abril. No entanto, o ex-presidente permaneceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, recusando-se a se entregar no prazo estabelecido. Ele só se rendeu no dia 7 de abril, após uma missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia.
A prisão foi cumprida de forma diferenciada, com Lula sendo levado a uma sala especial de 15 m² na sede da Polícia Federal em Curitiba, devido à dignidade do cargo que ocupou. O episódio marcou o surgimento do movimento "Lula Livre" e gerou ampla repercussão política e jurídica no país.
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