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Candidatura de Flávio Bolsonaro expõe racha no Centrão e aproxima MDB de Lula em 2026

Sem a presença de Tarcísio como possível candidato da direita, o bolsonarismo perde seu nome mais competitivo.

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08 de dezembro de 2025 às 12:59   - Atualizado às 13:12

Jair e Flávio Bolsonaro.

Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou uma onda de tensão nos bastidores do Centrão, que agora vive o risco de seu maior racha desde 2018. A resistência de partidos tradicionais ao nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode redesenhar completamente o tabuleiro político e, de quebra, aproximar o MDB de Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo o atual presidente na corrida pela reeleição.

Hoje, dentro do bloco de centro, apenas o Republicanos,  comandado politicamente por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo,  sinaliza apoio firme ao senador. Sem a presença de Tarcísio como possível candidato da direita, o bolsonarismo perde seu nome mais competitivo, e o lançamento de Flávio tem provocado reações imediatas e negativas entre dirigentes de outras siglas.

MDB inclina-se a apoiar Lula

O MDB, que por meses flertou com a ideia de lançar Tarcísio ou outro nome de consenso no centro, agora tende majoritariamente a fechar com Lula já no primeiro turno. Dirigentes emedebistas avaliam que a candidatura de Flávio “reduz drasticamente” a chance de uma terceira via competitiva e que, sem Tarcísio no jogo, não há interesse em entrar numa disputa para “ser coadjuvante”.

PSD, União Brasil e Novo querem distância

A rejeição é ainda mais explícita em outras siglas do Centrão. PSD e União Brasil já declararam que, caso Flávio seja o candidato do bloco conservador, ambos preferem lançar candidaturas próprias.

  • O PSD mantém como opção o governador do Paraná, Ratinho Júnior.
  • O União Brasil trabalha o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

O Novo, por sua vez, cogita entrar na disputa com o governador mineiro Romeu Zema, repetindo o movimento que tentou fazer em eleições passadas, apostando na ideia de um nome liberal e competitivo.

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PP vive disputa interna

O PP, historicamente dividido, tornou-se o fiel da balança. Apesar de estar federado ao União Brasil, parte expressiva da sigla defende apoiar Flávio Bolsonaro, o que pode levar ao rompimento da federação. Se a separação ocorrer, cresce a chance de o PP se tornar o principal pilar de sustentação da candidatura bolsonarista.

Bolsonaro inelegível trava a direita

Flávio Bolsonaro afirma que só desistirá da candidatura se o pai, Jair Bolsonaro, for anistiado e voltar a ser elegível — cenário tratado como “praticamente impossível” por caciques da direita e analistas jurídicos. A expectativa de parte do Centrão é que, até abril, Bolsonaro ainda possa tentar convencer o filho a recuar, abrindo espaço para outra candidatura mais agregadora.

Cenário de 2026 já ganha contornos

Com o lançamento de Flávio criando fissuras, o bloco que antes ditava o ritmo da política brasileira agora ameaça se esfacelar em pelo menos quatro candidaturas distintas. Lula, por sua vez, observa o cenário com vantagem, já que MDB, PDT e outros partidos de centro caminham para apoiá-lo formalmente, enquanto a oposição se fragmenta.

Se o movimento se confirmar, 2026 poderá repetir a lógica de 2022: um governo forte, com ampla coalizão, enfrentando uma direita dividida e sem consenso  e desta vez sem a presença eleitoral de Jair Bolsonaro para unificar o campo conservador.

A confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou uma onda de tensão nos bastidores do Centrão, que agora vive o risco de seu maior racha desde 2018. A resistência de partidos tradicionais ao nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode redesenhar completamente o tabuleiro político e, de quebra, aproximar o MDB de Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo o atual presidente na corrida pela reeleição.

Hoje, dentro do bloco de centro, apenas o Republicanos,  comandado politicamente por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo,  sinaliza apoio firme ao senador. Sem a presença de Tarcísio como possível candidato da direita, o bolsonarismo perde seu nome mais competitivo, e o lançamento de Flávio tem provocado reações imediatas e negativas entre dirigentes de outras siglas.

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  • O PSD mantém como opção o governador do Paraná, Ratinho Júnior.
  • O União Brasil trabalha o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

O Novo, por sua vez, cogita entrar na disputa com o governador mineiro Romeu Zema, repetindo o movimento que tentou fazer em eleições passadas, apostando na ideia de um nome liberal e competitivo.

PP vive disputa interna

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