Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais
A confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou uma onda de tensão nos bastidores do Centrão, que agora vive o risco de seu maior racha desde 2018. A resistência de partidos tradicionais ao nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode redesenhar completamente o tabuleiro político e, de quebra, aproximar o MDB de Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo o atual presidente na corrida pela reeleição.
Hoje, dentro do bloco de centro, apenas o Republicanos, comandado politicamente por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, sinaliza apoio firme ao senador. Sem a presença de Tarcísio como possível candidato da direita, o bolsonarismo perde seu nome mais competitivo, e o lançamento de Flávio tem provocado reações imediatas e negativas entre dirigentes de outras siglas.
O MDB, que por meses flertou com a ideia de lançar Tarcísio ou outro nome de consenso no centro, agora tende majoritariamente a fechar com Lula já no primeiro turno. Dirigentes emedebistas avaliam que a candidatura de Flávio “reduz drasticamente” a chance de uma terceira via competitiva e que, sem Tarcísio no jogo, não há interesse em entrar numa disputa para “ser coadjuvante”.
A rejeição é ainda mais explícita em outras siglas do Centrão. PSD e União Brasil já declararam que, caso Flávio seja o candidato do bloco conservador, ambos preferem lançar candidaturas próprias.
O Novo, por sua vez, cogita entrar na disputa com o governador mineiro Romeu Zema, repetindo o movimento que tentou fazer em eleições passadas, apostando na ideia de um nome liberal e competitivo.
O PP, historicamente dividido, tornou-se o fiel da balança. Apesar de estar federado ao União Brasil, parte expressiva da sigla defende apoiar Flávio Bolsonaro, o que pode levar ao rompimento da federação. Se a separação ocorrer, cresce a chance de o PP se tornar o principal pilar de sustentação da candidatura bolsonarista.
Flávio Bolsonaro afirma que só desistirá da candidatura se o pai, Jair Bolsonaro, for anistiado e voltar a ser elegível — cenário tratado como “praticamente impossível” por caciques da direita e analistas jurídicos. A expectativa de parte do Centrão é que, até abril, Bolsonaro ainda possa tentar convencer o filho a recuar, abrindo espaço para outra candidatura mais agregadora.
Com o lançamento de Flávio criando fissuras, o bloco que antes ditava o ritmo da política brasileira agora ameaça se esfacelar em pelo menos quatro candidaturas distintas. Lula, por sua vez, observa o cenário com vantagem, já que MDB, PDT e outros partidos de centro caminham para apoiá-lo formalmente, enquanto a oposição se fragmenta.
Se o movimento se confirmar, 2026 poderá repetir a lógica de 2022: um governo forte, com ampla coalizão, enfrentando uma direita dividida e sem consenso e desta vez sem a presença eleitoral de Jair Bolsonaro para unificar o campo conservador.
A confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou uma onda de tensão nos bastidores do Centrão, que agora vive o risco de seu maior racha desde 2018. A resistência de partidos tradicionais ao nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode redesenhar completamente o tabuleiro político e, de quebra, aproximar o MDB de Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo o atual presidente na corrida pela reeleição.
Hoje, dentro do bloco de centro, apenas o Republicanos, comandado politicamente por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, sinaliza apoio firme ao senador. Sem a presença de Tarcísio como possível candidato da direita, o bolsonarismo perde seu nome mais competitivo, e o lançamento de Flávio tem provocado reações imediatas e negativas entre dirigentes de outras siglas.
O MDB, que por meses flertou com a ideia de lançar Tarcísio ou outro nome de consenso no centro, agora tende majoritariamente a fechar com Lula já no primeiro turno. Dirigentes emedebistas avaliam que a candidatura de Flávio “reduz drasticamente” a chance de uma terceira via competitiva e que, sem Tarcísio no jogo, não há interesse em entrar numa disputa para “ser coadjuvante”.
A rejeição é ainda mais explícita em outras siglas do Centrão. PSD e União Brasil já declararam que, caso Flávio seja o candidato do bloco conservador, ambos preferem lançar candidaturas próprias.
O Novo, por sua vez, cogita entrar na disputa com o governador mineiro Romeu Zema, repetindo o movimento que tentou fazer em eleições passadas, apostando na ideia de um nome liberal e competitivo.
O PP, historicamente dividido, tornou-se o fiel da balança. Apesar de estar federado ao União Brasil, parte expressiva da sigla defende apoiar Flávio Bolsonaro, o que pode levar ao rompimento da federação. Se a separação ocorrer, cresce a chance de o PP se tornar o principal pilar de sustentação da candidatura bolsonarista.
Flávio Bolsonaro afirma que só desistirá da candidatura se o pai, Jair Bolsonaro, for anistiado e voltar a ser elegível, cenário tratado como “praticamente impossível” por caciques da direita e analistas jurídicos. A expectativa de parte do Centrão é que, até abril, Bolsonaro ainda possa tentar convencer o filho a recuar, abrindo espaço para outra candidatura mais agregadora.
Com o lançamento de Flávio criando fissuras, o bloco que antes ditava o ritmo da política brasileira agora ameaça se esfacelar em pelo menos quatro candidaturas distintas. Lula, por sua vez, observa o cenário com vantagem, já que MDB, PDT e outros partidos de centro caminham para apoiá-lo formalmente, enquanto a oposição se fragmenta.
Se o movimento se confirmar, 2026 poderá repetir a lógica de 2022: um governo forte, com ampla coalizão, enfrentando uma direita dividida e sem consenso e desta vez sem a presença eleitoral de Jair Bolsonaro para unificar o campo conservador.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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