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Pesquisa Datafolha: apenas 8% acham que Bolsonaro deveria apoiar Flávio para Presidência

O levantamento aplicou uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Redação

07 de dezembro de 2025 às 08:54   - Atualizado às 08:56

Jair e Flávio Bolsonaro.

Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma pesquisa do Datafolha divulgada no sábado, 6 de dezembro, revela como os eleitores brasileiros enxergam o futuro político do campo bolsonarista para as eleições presidenciais de 2026.

O levantamento mostra que, na avaliação do público, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar principalmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele próprio não dispute o próximo pleito. O estudo também indica que metade do eleitorado não vê o apoio do ex-presidente como algo positivo na hora do voto.

Michelle Bolsonaro recebeu 22% das menções quando os eleitores responderam quem deveria contar com o apoio de Jair Bolsonaro na próxima eleição presidencial. Tarcísio de Freitas obteve 20% das preferências. 

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), apareceu com 12% das respostas. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu 9%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 8%

A pesquisa aconteceu antes de Flávio Bolsonaro afirmar publicamente que teria sido escolhido pelo pai como candidato do PL à Presidência em 2026.

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O instituto ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro, em diferentes regiões do país. O Datafolha aplicou uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outras situações

Outros nomes surgiram com índices menores. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, alcançou 6%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, somou 4%. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi citado por 1% dos entrevistados como alguém que deveria receber eventual apoio de Bolsonaro.

Além disso, 10% dos eleitores afirmaram que Bolsonaro não deveria apoiar ninguém em 2026. Outros 8% disseram que não souberam responder à pergunta. Esses percentuais reforçam um cenário de fragmentação entre eleitores que já apoiaram ou ainda se identificam com o ex-presidente, mas não enxergam um sucessor natural claro.

Outro ponto relevante da pesquisa envolve o peso do apoio direto de Jair Bolsonaro nas decisões de voto. Para metade dos entrevistados, esse endosso não funciona como um fator positivo. Segundo o Datafolha, 50% afirmaram que não votariam em um candidato apoiado por Bolsonaro. O dado sinaliza um grau elevado de rejeição que acompanha o ex-presidente mesmo fora do cargo.

Por outro lado, 26% dos eleitores declararam que votariam com certeza em um candidato que tivesse o apoio explícito de Bolsonaro. Outros 21% disseram que talvez votassem, dependendo do nome apresentado. Apenas 3% não souberam responder. Esses números mostram que, apesar da rejeição majoritária, o ex-presidente ainda mantém um núcleo fiel de eleitores dispostos a seguir sua indicação.

Flávio é o escolhido

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nas redes sociais na última sexta-feira, 5 de dezembro, que será candidato à Presidência nas Eleições com apoio do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na nota, o parlamentar falou diretamente com aliados ao destacar que pretende continuar o projeto do ex-chefe do Executivo.

A sinalização ocorre em um momento em que o ex-mandatário busca reorganizar sua base e manter influência no campo conservador.

Segundo aliados, Bolsonaro avalia que Flávio pode ganhar força eleitoral à medida que assume uma postura mais ativa, com viagens pelo país e presença em temas que movimentam o debate nacional. A estratégia prevê que o senador amplie a agenda pública e se coloque como opção real para enfrentar o presidente Lula em 2026.

Bolsonaro também considera que Flávio consegue unificar o PL em torno de um nome competitivo e dialogar com setores que valorizam estabilidade política.

Na leitura de aliados, o senador apresenta um perfil mais moderado do que os irmãos, o que facilitaria aproximações com lideranças do Legislativo, empresários e governadores.

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