A fala do ex-presidente se deu em conversa com apoiadores nos Estados Unidos, onde também afirmou que nunca sacou dinheiro.
30 de janeiro de 2023 às 08:57
O ex-presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores, nos Estados Unidos, que nunca usou seu cartão corporativo para saques e afirmou que os gastos do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em seus mandatos anteriores, foram o dobro dos seus.
“Sabe quanto eu gastei ou saquei do meu cartão particular durante quatro anos? Alguém tem ideia? Zero. Eu estou com os extratos bancários aqui”, disse Bolsonaro.
O vídeo com as declarações circula em grupos de mensagens.
“Nunca paguei um picolé, nunca saquei. Podia sacar até 17 mil [reais] por mês, daria 3 mil dólares, de despesa sem prestação de conta. Nunca gastei um centavo, nunca saquei um centavo (…) O Lula, fazendo as conversões, gastou o dobro do que eu gastei.”Leia mais: >>> Confira a relação de gastos dos presidentes com o cartão corporativo nos últimos anos
Nos quatro anos de seu mandato, Bolsonaro gastou R$ 27,6 milhões no cartão corporativo disponibilizado para a Presidência da República. Corrigido pela inflação do período, o valor é de R$ 32,6 milhões. Em valores também atualizados pela inflação, Dilma Rousseff gastou R$ 42,3 milhões em um de seus mandatos e, Lula, R$ 59 milhões em seu primeiro mandato (2003-2006). Entre os gastos de Bolsonaro com o cartão oficial, abastecido por recursos públicos, estão as motociatas promovidas pelo ex-presidente. A informação da divulgação dos dados foi publicada, inicialmente, pela “Fiquem Sabendo”, agência de dados públicos especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI).
Os gastos do cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são maiores do que aqueles divulgados anteriormente, de R$ 27 milhões. Segundo informações do Portal da Transparência, este valor chega a R$ 75 milhões desde o início do mandato, em 2019. O cartão corporativo serve para atender a despesas de pequeno vulto, atender a despesas eventuais, como viagens e serviços especiais, que exijam pronto pagamento, e executar gastos em caráter sigiloso. A quebra do sigilo de 100 anos trouxe à tona altos gastos pontuais em padarias, em transações que ultrapassam a marca dos R$ 50 mil. A mais alta delas ocorreu em 3 de janeiro do ano passado, quando uma padaria de São Francisco do Sul (SC) recebeu R$ 61.710,67 do cartão corporativo da presidência da República. Da redação do Portal com informações da CNN Brasil
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