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'Se o Bolsonaro, em vez de homem, fosse mulher, já estava preso', diz Cristina Kirchner

Em entrevista à Folha de São Paulo, a vice-presidente da Argentina também disse que é vítima de um “pelotão de fuzilamento” e que as acusações são uma “falsidade absoluta”.

06 de dezembro de 2022 às 10:50

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que se o presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse mulher, já estaria preso, pois mulheres são muito mais "perseguidas" quando ocupam cargos de poder. Kirchner sofreu um atentado em setembro deste ano e nesta terça-feira (6) será julgada por suspeita de desvio de verbas públicas. Em entrevista à Folha de São Paulo, Cristina disse que é vítima de um "pelotão de fuzilamento" e que as acusações são uma "falsidade absoluta". Para a vice-presidente, as mulheres são "infinitamente mais atacadas" e comparou a situação com a do presidente Jair Bolsonaro.

"Sou mulher, esse é o problema. Se eu gritar, "histérica, ela está gritando, louca, louca". Se é homem, ele é forte. Se o Bolsonaro, em vez de homem, fosse mulher, já estava preso, já estava preso", declarou a vice-presidente.
Leia mais: >>> “Eu lamento! Agora, quando eu levei a facada, teve gente que vibrou por aí”, diz Bolsonaro sobre atentado contra Kirchner, na Argentina

Investigação

A ex-presidente e atual vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que sofreu um atentado no dia 1° de setembro, foi acusada formalmente de de fraudar o Estado em um esquema para desviar dinheiro público quando era chefe do Executivo, entre 2007 e 2015. O Ministério Público argentino pediu uma pena de 12 anos para Kirchner. Se a Justiça confirmar a punição, também pode retirar os direitos políticos de Cristina, que também é um dos pedidos do Ministério Público. A sentença será conhecida em meses, segundo a mídia local, embora Cristina possa recorrer a tribunais superiores, o que levaria anos para chegar a uma decisão final.

“Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país”, disse Luciani ao defender a sentença.

Para os promotores, ela e outros funcionários de seu governo favoreceram empresas de um homem chamado Lazaro Baez nas licitações de dezenas de obras públicas na região sul do país —muitas das obras em questão foram superfaturadas ou nem mesmo foram concluídas. Especialistas suspeitam que uma parte do dinheiro supostamente desviado teria retornado às mãos da família Kirchner (essa espécie de “pagamento” aos Kirchner teria sido paga às empresas da família). Da redação do Portal com informações do Estado de Minas

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