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Juscelino Filho reassume mandato na Câmara após pedir demissão do Governo Lula por conta de denúncia

Com isso, o o deputado federal Ivan Junior (União-MA) vai deixar a Casa após um mandato de dois meses como suplente.

Ricardo Lélis

09 de abril de 2025 às 14:14   - Atualizado às 14:16

Juscelino Filho.

Juscelino Filho. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Com a demissão do agora deputado federal e ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho, nesta terça-feira, 8, motivada pela denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção, o deputado federal Ivan Junior (União-MA) vai deixar a Câmara após um mandato de dois meses como suplente.

Ivan assumiu o cargo no dia 1° de janeiro após o deputado federal Dr. Benjamin (União-MA), que era o suplente de Juscelino desde que ele assumiu o Ministério das Comunicações, ser empossado como prefeito de Açailândia, no interior do Maranhão.

Na eleição de 2022, Ivan teve 6.647 votos (0,18% dos votos válidos), sendo essa a estreia dele na política. Juscelino, por sua vez, foi o quarto candidato mais votado no Estado com 142 219 votos (3,84% dos votos válidos).

Ele assumiu a suplência de Juscelino poucos meses após enfrentar outra derrota eleitoral. Ele se candidatou ao cargo de vereador em São Luís e conquistou 1.967 votos (0,34% dos votos válidos).

Com o resultado, ele não conseguiu uma das 31 vagas da câmara da capital maranhense e, assim como em Brasília, se tornou suplente

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Antes de assumir o mandato na Câmara, Ivan era advogado e estivador. A base eleitoral dele fica em São Luís, onde presidiu a Associação Comunitária Itaqui Bacanga (ACIB), uma ONG comunitária, e o Sindicato dos Estivadores entre 2017 e 2020.

Nas redes sociais, Ivan se apresenta opositor ao prefeito da capital, Eduardo Braide (Podemos) e aliado de políticos tradicionais do Estado como o governador Carlos Brandão (PSB), o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP) e do próprio ex-ministro das Comunicações. Após o suplente assumir a vaga, Juscelino postou uma foto ao lado dele e desejou "sucesso na nova missão".

Na curta estadia na Câmara, Ivan protocolou três projetos de lei. O primeiro busca reduzir a jornada de trabalho para, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais, o segundo evitar taxas adicionais em ingressos de meia-entrada e o último pretendia aumentar as penas para crimes envolvendo pornografia infantil e outros crimes sexuais contra menores de idade.

As três propostas aguardam por um despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tramitar pela Casa.

Juscelino pediu demissão nesta terça-feira, 8, após a PGR denunciar ele a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) onde ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Em nota, a defesa dele diz que o agora ex-ministro é inocente.

A denúncia da PGR foi baseada em uma série de reportagens do Estadão que, desde o início do governo Lula, revelou irregularidades envolvendo custeio de obras para benefício próprio com recursos do orçamento secreto.

O Ministério das Comunicações faz parte da cota da bancada do União Brasil na Câmara. Com a saída, nomes estão sendo estudados pela sigla para substituir Juscelino. O nome provável para ocupar o cargo é o do líder do partido da Casa, Pedro Lucas Fernandes (MA).

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