O projeto ganhou 500.000 euros do Prêmio Inovação na Saúde, financiado pela farmacêutica Eurofarma.
28 de outubro de 2023 às 13:56
Chamada de "Calixcoca", a vacina, produzida por uma equipe de cientistas brasileiros, tem como intuito inibir os efeitos da cocaína e do 'crack', ajudando os dependentes químicos de tal substância a abandonar o círculo vicioso da droga. O projeto da Calixcoca, cuja é uma promissora alternativa terapêutica, ganhou na semana passada o Prêmio Inovação na Saúde, financiado pela farmacêutica Eurofarma, no qual a premiação é 500.000 euros (pouco mais de 2,6 milhões de reais). Leia mais: >>>LULA sanciona projeto que COMPENSA PERDAS NO ICMS e reduz gastos com PISO DA SAÚDE em 2023 O prêmio serve para fomentar soluções inovadores e de "alto impacto" na área da saúde.
"É uma vacina terapêutica, a função dela é ajudar o corpo do dependente químico a produzir anticorpos anticocaína. Esses anticorpos se ligam à droga e impedem que ela entre no cérebro", explica o psiquiatra Frederico Garcia, coordenador do projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O uso da vacina é bloquear a boa sensação que a droga causa quando ativa a região do cérebro conhecida como "sistema de recompensa". Ao quebrar o ciclo vicioso que causa dependência pela droga, a vacina "aumenta as chances" de que os usuários que estão motivados a continuar no vício, consigam fazê-lo, aponta Garcia. Nos testes, que foram feitos em animais, os pesquisadores observaram uma produção significativa de anticorpos contra a cocaína e poucos efeitos colaterais. Na próxima etapa, os testes serão feitos em humanos. Na avaliação percebeu-se que a vacina protegeu os fetos dos ratos da cocaína. Caso o mesmo resultado aconteça em humanos, pode ser usado para ajudar no tratamento de mulheres grávidas com problemas de dependência. Mesmo que já tenham havido pesquisas semelhantes nos Estados Unidos, estas não deram continuidade, pois não tiveram resultados positivos em ensaios clínicos, entre outros motivos listados por Garcia.
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O magistrado foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente sobre a votação.
A indicação do advogado-geral da União foi barrada por 42 votos contrários a 34 a favor.
Esta foi a primeira vez que uma indicação à Suprema Corte foi reprovada em 132 anos.
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