Ministros tentaram barrar ala "Neoconservadores em Conserva Foto: Reprodução
Um levantamento recente realizado pelo instituto Real Time Big Data revelou que a bússola moral do brasileiro permanece ancorada em valores conservadores quando o assunto envolve bioética e costumes. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (10 de abril de 2026), a maioria absoluta da população classifica o aborto e o uso da maconha como práticas imorais.
O estudo ouviu 3.000 pessoas em todo o território nacional entre os dias 30 de março e 1º de abril, buscando entender como a sociedade avalia comportamentos sob o ponto de vista da ética e da moral.
O tema que apresenta a maior resistência é a interrupção da gravidez. De acordo com a pesquisa, 63% dos brasileiros consideram o aborto imoral, enquanto apenas 26% responderam que não veem problema na prática.
A análise detalhada mostra que o fator idade é o principal divisor de águas:
Em relação ao uso da maconha, 55% dos brasileiros classificam o consumo como imoral, contra 35% que afirmam não ver imoralidade no ato. O levantamento destaca que a resistência é mais acentuada entre as mulheres (60%) do que entre os homens (49%). Assim como no aborto, o grupo mais conservador é o de idosos, com 82% de reprovação.
| Comportamento | Considera Imoral | Não considera Imoral |
| Aborto | 63% | 26% |
| Corrupção | 56% | 27% |
| Uso de Maconha | 55% | 35% |
| Pena de Morte | 19% | 74% |
| Divórcio | 9% | 81% |
| Contraceptivos | 9% | 81% |
| Acúmulo de Riqueza | 12% | 77% |
Se por um lado há resistência a temas como drogas e aborto, o brasileiro demonstra ser amplamente pragmático em relação à vida familiar e saúde reprodutiva. O divórcio e o uso de contraceptivos (como a pílula anticoncepcional) possuem 81% de aceitação. Entre os jovens, a normalização do divórcio chega a 91%.
Um dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a percepção sobre a pena de morte. O levantamento indicou que 74% dos brasileiros não a consideram imoral, revelando um endurecimento da opinião pública em questões de punição criminal. O apoio a essa medida é majoritário entre os homens, chegando a 80%.
Quanto à corrupção, o cenário é de alerta: embora a maioria (56%) a condene moralmente, uma parcela de 27% afirmou não ver problema, o que reflete a complexidade da ética na esfera pública brasileira.
Nota Metodológica:
A pesquisa possui margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
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Em março, o presidente marcava 46% em um eventual segundo turno enquanto o senador tinha 43%, empatados dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.
"De fato, esta será uma eleição decisiva para o futuro do nosso País, mas tenho convicção de que Lula será reeleito", disse o deputado federal.
Eleitores apontaram que a figura retratada aparentava ser mais jovem e diferente da política eleita.
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