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Brasil bate recorde histórico de arrecadação, mas descontrole de gastos anula ganhos

União arrecada R$ 2,89 trilhões em 2025; especialistas criticam qualidade da despesa e ineficiência do governo.

Beto Dantas

22 de janeiro de 2026 às 16:08   - Atualizado às 16:08

Presidente Lula e a arrecadação.

Presidente Lula e a arrecadação. Foto: Roberto Stuckert/PR e reprodução da internet

A Receita Federal confirmou nesta quinta-feira (22) que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu o patamar inédito de R$ 2,89 trilhões em 2025. Em primeiro lugar, o resultado representa um crescimento real de 3,75% e é o maior da série histórica. De fato, o governo tem sido extremamente eficaz em extrair recursos da sociedade, mas falha gravemente em converter esse montante em equilíbrio fiscal ou serviços públicos de qualidade.

A "maquiagem" das contas e os gastos invisíveis

Apesar da entrada massiva de dinheiro nos cofres públicos, o endividamento do país continua em trajetória ascendente. Além disso, o economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, alerta que o governo tem utilizado manobras para retirar despesas das estatísticas oficiais, o que mascara a realidade do deficit. Nesse sentido, conforme informações do portal Money Times, Mendes destaca que cerca de R$ 300 bilhões em gastos ficaram fora das regras fiscais nos últimos três anos, criando uma falsa sensação de controle.

Três anos de expansão desenfreada e erros de alocação

A crítica central reside no fato de que o aumento da receita foi acompanhado por uma explosão de gastos correntes que não geram retorno social proporcional. Dessa forma, o economista Gil Castello Branco, fundador da ONG Contas Abertas, afirma que o Brasil vive um momento em que a gestão foca na "arrecadação punitiva" em vez de cortar privilégios. De acordo com o portal G1, o custo de manutenção da estrutura federal nunca foi tão alto, consumindo a maior parte do que é arrecadado com o esforço do contribuinte.

O perigo da complacência com o risco fiscal

A insistência em manter estímulos fiscais insustentáveis coloca o país em uma rota de colisão com a inflação. Contudo, o mercado financeiro tem demonstrado uma complacência perigosa. Segundo o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, em análise divulgada pela revista Exame, o crescimento das despesas obrigatórias acima do PIB torna qualquer recorde de arrecadação insuficiente no médio prazo. Conforme Megale, a falta de uma reforma administrativa real impede que o excesso de impostos se transforme em investimento produtivo.

Perspectivas para 2026: arrecadar não é mais suficiente

O recorde divulgado hoje prova que o problema do Brasil não é falta de receita, mas sim a incapacidade política de priorizar despesas. Portanto, o desafio para este ano será convencer o investidor de que o governo pode parar de gastar de forma errada. De acordo com o economista Felipe Salto, ex-secretário da Fazenda de SP e atual sócio da Warren, o governo federal precisa sinalizar cortes reais para evitar que a inflação de serviços corroa o poder de compra da população. Conforme o portal Terra, Salto projeta que, sem ajustes, a pressão sobre os juros continuará alta durante todo o ano de 2026.

Conteúdo produzido com o auxilio de IA.

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