Os líderes da direita brasileira tentam medir força com a esquerda e reunir o maior número de apoiadores possível para apoiar o projeto de lei de anistia que beneficia diretamente o ex-presidente.
Bolsonaro e Michelle durante manifestação na Avenida Paulista. Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicaram um vídeo nas redes sociais convocando os seus apoiadores para o ato em favor da anistia, que será realizado no domingo (6), às 14h, na Avenida Paulista, São Paulo.
“Todos pela anistia humanitária. Um crime que não houve, um crime impossível. São dezenas e dezenas de pessoas presas. São mães, avós. São pessoas que não merecem estar pagando por isso tudo. Então, na Paulista, no próximo dia 6, todos juntos”, convoca Bolsonaro.
O ato acontece uma semana depois das manifestações realizadas pela esquerda em algumas cidades do Brasil. Os líderes da direita brasileira tentam medir força e reunir o maior número de apoiadores possível para pressionar os deputados, já que o projeto de lei que pode conceder a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado ainda não foi colocado na agenda de votação da Câmara.
Confira o vídeo:
O projeto que concede anistia aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (PL 2858/22) divide os principais partidos do governo e da oposição na Câmara. Enquanto a oposição promete obstruir a pauta até o texto entrar na agenda de votações, o governo quer priorizar o projeto de reciprocidade, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a votação da PEC da Segurança Pública.
O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a urgência da proposta de anistia não será votada. Lindbergh afirmou ainda que a oposição não tem as assinaturas para votar o requerimento de urgência. Segundo o líder, essa pauta não interessa ao Parlamento, e as bancadas não vão apostar numa matéria inconstitucional e que pode abrir uma crise institucional.
“As lideranças sabem que essa pauta paralisa o País e arrasta para uma crise institucional e, além disso, é uma matéria inconstitucional. Crimes contra o Estado Democrático de Direito não são passíveis de anistia”, disse o deputado.
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O petista também defendeu o estabelecimento de "critérios de moralização", declarando que membros do Judiciário não podem querer enriquecer e nem ter parentes advogando em processos relacionados ao STF
A condenação pelo crime previsto no artigo 129, § 13, do Código Penal foi confirmada, por unanimidade, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
A Corte enfrenta uma crise institucional sem precedentes, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.
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