Lula e Bolsonaro durante debate nas eleições. Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou sua conta na rede social X, na quarta-feira, 2 de abril, para criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros. Bolsonaro relembrou um episódio semelhante ocorrido em 2019, quando enfrentou uma ameaça de taxação pelo governo norte-americano e afirmou ter conseguido evitar a medida.
"No dia 2 de dezembro de 2019, o presidente Trump anunciou a intenção de sobretaxar o aço brasileiro, impondo novas tarifas que poderiam prejudicar nossa economia. Naquele momento, mantivemos a serenidade e agimos com responsabilidade (…). O resultado? Apenas 18 dias depois, em 20 de dezembro, Trump se comprometeu a não taxar o nosso aço", destacou Bolsonaro.
O ex-presidente também criticou a condução da política externa no governo Lula, alegando que o petista "vem destruindo a credibilidade do Brasil no cenário internacional". Para Bolsonaro, a falta de uma relação diplomática sólida com os Estados Unidos teria dificultado a negociação sobre a tarifa.
"Enquanto nós mantivemos relações diplomáticas sólidas, Lula, seus auxiliares diplomáticos e até sua esposa preferiram ofender autoridades dos EUA, atacar aliados estratégicos e agir com arrogância, ao invés de preservar pontes e manter o país em posição de respeito no cenário global", afirmou.
Além disso, Bolsonaro mencionou a postura do atual Governo em relação a Israel e ao Hamas, assim como a aproximação com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Para ele, essas decisões prejudicam o país no cenário internacional.
"Nossos produtores enfrentam dificuldades porque Lula transformou diplomacia em militância ideológica. O setor siderúrgico, que sempre foi um dos motores da nossa economia, está à mercê de um governo que despreza a realidade do comércio internacional e se fecha em discursos ultrapassados", escreveu.
No fim da publicação, Bolsonaro se colocou à disposição para conversar com representantes do setor siderúrgico e buscar alternativas para minimizar os impactos da taxação de 25% imposta por Trump.
"Se Lula não atrapalhar ainda mais, estou à disposição para receber os produtores de aço e auxiliar no que for possível para reverter essa situação. Teremos dificuldades, pois hoje o Brasil é visto como um país autoritário, inimigo da liberdade de expressão e cúmplice de grupos terroristas, mas farei o que estiver ao meu alcance", concluiu.
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