Bolsonaro durante julgamento no STF Foto: Gustavo Moreno/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta, 26 de março, que o Supremo Tribunal Federal (STF) está com "muita pressa" para condená-lo pela tentativa de golpe de Estado. O ex-mandatário diz que o processo "avança em uma velocidade 14 vezes maior que o Mensalão e pelo menos 10 vezes mais rápida que o de Lula na Lava Jato".
O desabafo do líder da direita brasileira foi publicado no X (antigo Twitter) minutos antes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, por unanimidade, torná-lo réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.
Bolsonaro aponta que o STF tenta evitar que ele seja julgado em 2026. "Querem impedir que eu chegue livre às eleições porque sabem que, numa disputa justa, não há candidato capaz de me vencer", escreveu o político.
O líder da direita brasileira destacou que está diante de um julgamento com data, alvo e resultado já definidos. "Algo que seria um teatro processual disfarçado de Justiça, não um processo penal, mas um projeto de poder que tem por objetivo interferir na dinâmica política e eleitoral do país", salienta.
Para Bolsonaro, o processo se encerrará até o final de 2025, "mesmo não havendo precedentes para tamanha celeridade em um caso dessa dimensão". Ele aponta ainda que o processo está sendo conduzido de "forma parcial, por um relator completamente comprometido e suspeito, cujo objetivo é se vingar, me prendendo e me retirando das urnas", reforça o ex-presidente, se referindo ao ministro Alexandre de Moraes.
O ex-mandatário acredita que a "rapidez" do seu julgamento escancara "o medo que eles têm das urnas e da vontade do povo. Se realmente acreditassem na democracia que dizem defender, me enfrentariam no voto, não no tapetão".
“A comunidade internacional acompanha de perto o que está acontecendo no Brasil. Juristas, diplomatas e lideranças políticas já reconhecem o padrão: é o mesmo roteiro que se viu na Nicarágua e na Venezuela. Perseguição seletiva, acusações vagas de ‘extremismo’ ou de ‘ameaça à democracia’ e a tentativa de eliminar a oposição por via judicial”, pontua Bolsonaro.
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